"Até a Lua Cheia é também Lua Nova,
se vista pelo lado oculto da Lua."
Mesdre
quarta-feira, 13 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Dança cansa
É, tem uma hora que TUDO cansa!
Pra quem gosta, até dançar cansa!
Dançar muito, doem os pés, as pernas, o quadril, os braços...
E se dança errado, cansa mais ainda.
E quem não gosta de dançar, pode estar sujeito a outro tipo de "dança":
aquela que que se "dança" sem música, fora do compasso e a toda hora perde o passo...
É o popular jeito de dizer que se deu mal, que saiu perdendo, que foi pego no contra-pé, surpreendido quando não devia, etc...
É, até disto a gente cansa! De dançar o tempo todo, de um jeito ou de outro...
Até de comer e encher a pança, a gente se cansa!
Por mais gostosa que seja a comida, uma vez comida, tem que sair...
E essa coisa de come e caga, entra e sai, todo dia, sempre, não há fome que aguente! Cansa também!
Não há comida que chegue: mesmo saciada a fome, ela volta.
Não há cozinha e despensa que resista: tem sempre que ser reabastecida e bagunçada.
Fazer comida é uma arte! Cozinheiras/os são meio magos das panelas, alquimistas dos alimentos, feiticeiros do sabor.
Mas o fazer arte todo dia, mesmo que se invente para não ficar repetindo, exige criatividade.
E ser criativo a todo instante, ainda que seja um dom inato, acaba por cansar.
Ah, e os problemas?... Estes nos cansam muito mais ainda!
A gente teima, insiste, briga, resolve, contorna, disfarça, ignora...
E tem mais aparecendo, sempre surgindo, novos ou velhos zumbis, a atormentar...
Mesmo as coisas que a gente escolhe, quer muito, e acabam acontecendo...
Profissão, filhos, casamento, família, amigos, lazer...
Porque tem também a rotina, falta de novidades, até novidades demais...
O problema não são os problemas, nem a vida, nem os outros...
Porque tudo isto foi feito para enfrentarmos!
O cerne da questão é com a gente mesmo, nós próprios, o eu de cada um!
Uma hora, a bateria arria! A vida consome.
Se não cuidamos de recarregar, reavaliar, reponderar, reequilibrar, recalibar, rebalancear as coisas em geral, nossas coisas, a nossa vida e tudo que nos cerca, acabamos pode nos deixar envolver, e ser sucumbidos pelos tsunamis de problemas e maus pensamentos.
Porque é sempre mais fácil ceder...
É sempre mais fácil reclamar, esbravejar e colocar a culpa nos outros...
Haveria culpados? Seria tudo sem solução? Tudo acabado?
Prefiro pensar que é só uma questão de reconsideração da situação.
Que seja possível retomar fôlego, de alguma maneira, e rever e revisar as atitudes e possibilidades.
Porque limitações sempre existirão. As próprias e as externas.
E por que amaldiçoar o limão azedo, e não fazer dele uma doce e refrescante limonada?
"Se cansou, descansa!
Recomeçar sempre vale a pena!
Desistir não deve ser uma opção."
Mesdre
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Congelante x Ardente
"Não há inverno no inferno.
Como também não há olhar gélido
que apague a chama da vida que arde na alma!"
Mesdre
Bônus:
Sabe qual a diferença entre Inverno e Inferno, para um alemão?
Confira em:
Graças ao Alemão (1)
http://famainfame.blogspot.com/2009/03/gracas-ao-alemao-1.html
domingo, 19 de junho de 2011
Curriculum Vitae na linha do Tempo
"Depois de uma certa idade e anos de experiência,
você não 'vende' mais potencial,
apenas história e vivência,
o que pode ser muito significativo e respeitável,
mas não é muito valorizado pelo mercado de trabalho."
Mesdre
sábado, 11 de junho de 2011
Conjugar com ardor o verbo amar
Amor e Dor, além de palavras que rimam, são sentimentos muito pessoais e individuais.
A gente pode ter apenas uma noção e fazer idéia da dor que a outra pessoa está sentindo, a julgar pela nossa própria experiência da dor. Mas a sua intensidade e o sofrimento que a dor lhe causa, isto não é compartilhado. E não pode ser medido de forma isenta e precisa...
Cada um sente e suporta a dor de modo diferente, com graus de tolerância que dependem muito da situação momentânea do indivíduo.
E a dor pode ser física e real, ou emocional e imaginária. E dói do mesmo jeito...
Por isto, os médicos precisam ficar atentos a como os pacientes descrevem sua dor, que precisam dar o máximo de detalhes para tentar transmitir aquilo que estão sentindo. Porque por melhor que seja o ouvinte, este não sente a dor do outro que está à sua frente.
Isto também explica por que os psicopatas, sádicos e torturadores não se sensibilizam com a aflição de suas vítimas: eles não sentem com/por elas.
Assim também se dá com o amor.
Não é possível dizer o quanto você ama. Não importa o quanto exprima, nem de que maneiras, o ser amado nunca entenderá sua dimensão, pois este está vivenciando seu próprio amor, e apenas com base neste terá idéia do que o outro procura demonstrar.
Ou não. Seja porque este não quer ou não consegue demonstrar, seja porque aquele tem seu entendimento distorcido pelo torpor do amor que pensa que sente (ou não).
Portanto, é complicado julgar o amor recebido... Só se pode quantificar o amor dado... E isto não quer dizer valorizar... Nem por um, nem pelo outro lado.
E a dor do amor não correspondido, ou de um amor perdido ou terminado, dói sempre! E para quase todo mundo, demora para ser absorvido ou atenuado pelo tempo.... Ou substituído por outro(s).
O poeta vive ambos: o amor e a dor do não-amor, e conjuga os dois, com rimas. Arte, música, poemas e versos que tocam o universo de muitas pessoas, porque estas "sentem" muito parecido dentro de suas limitações.
E quando se diz do amor, há que se distinguir a confusão que se faz, todos nós, entre os vários tipos de "amor".
Enquanto nas línguas latinas e anglo-germânicas usa-se sempre a mesma palavra, em grego se diferencia claramente que tipo de amor se fala ao escolher a palavra que o materializa:
Eros - é o amor erótico, carnal, sexual, físico, entre homem e mulher, o amor romântico, dos apaixonados.
Filia - é o amor fraterno, amizade, apreço, respeito, entre país e filhos, entre irmãos e pessoas, empatia, coleguismo, dos companheiros.
Ágape - é o amor sublime, superior, divino, etéreo, acima das necessidades humanas, entre seres humanos e deuses, e vice-versa, é a devoção sem recompensa, a entrega sem restrição.
Aqui, talvez por conveniência, inocência ou malícia, mesclamos o sentido e a intenção ao nos referirmos ao que sentimos e a sua intensidade.
Ora falamos de um, e é entendido outro; ora nos é dito sobre aquele, e pensamos noutro...
Não bastasse a individualidade do próprio sentimento, ainda há ruídos na comunicação e interferência da interpretação.
Cônjuge é a contra-parte de uma união, num relacionamento a dois. Quem se ama, a quem se devota, com quem partilhamos uma vivência, uma existência e caminhos. Ao mesmo tempo: Eros, Filia e Ágape. Mas isto na opinião e na medida de cada um.
Cônjuges conjugam por algum tempo o verbo amar, em sintonia. Mas não deixam de julgar, sempre: em francês, julgar é juger... A gente julga = on juge = (c)ônjuge.
Relacionar-se poderia ser descomplicado, mas não é. Exige sacrifícios.
Amar deveria ser fácil, mas não é. Implica em dor: antes e depois.
"Ame sempre com ardor, esconjure a dor, não julgue, conjugue a palavra amor em todos os seus significados, com todos os seus sentidos!"
Mesdre
Especialmente neste Dia dos Namorados,
Quem estiver desacompanhado ou sentir-se só, enamore-se da vida, pois esta te acompanhará até a morte (e boa sorte!);
Quem tiver com quem compartilhar o calor do corpo e/ou da palavra, aproveite muito, bastante, porque este ensejo de amor é o lampejo de vida, desejo que faz esquecer o latejo da dor.
Bônus:
Mora na filosofia: pra que rimar amor e dor?
Adorando filosofar entre dores, favores e amores
Filosofia x Sexo
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Inteligência emotiva
"Quando a inteligência
não é temperada pelo sentimento,
ela torna-se cruel e insensível."
Mesdre
quarta-feira, 18 de maio de 2011
No mais leve despertar
Oração do Amanhecer
"BOM DIA!
Um bom dia a todos!
Que o dia de hoje seja bom, sem grandes problemas (porque os pequenos problemas são desafios necessários para que busquemos um sentido na vida).
Proteja-nos (a mim, meus amados, familiares e amigos) do mal e da doença.
Dê-nos energia e saúde para enfrentar o dia (e a noite), e que este seja tranqüilo.
Que ninguém se machuque, não sofra violências (acidentes, assaltos, brigas nem guerra).
Que nosso espírito e pensamentos se encham de alegria, disposição e entusiasmo.
E que sejamos capazes de contagiar os outros e aqueles que nos cercam, ou que, de algum modo (direta ou indiretamente), estejam no nosso caminho.
Para que possamos, ao chegar no fim do dia, à noite, e antes de dormir, agradecer por tudo, novamente, e por mais este dia que terá passado.
Obrigado por mais este dia que se inicia.
BOM DIA!"
Mesdre
Bônus:
Artigos relacionados com o tema, que valem ser consultados:
Como amanhecer - http://mesdre.blogspot.com/2010/08/como-amanhecer.html
Aproveita com vontade - http://mesdre.blogspot.com/2011/02/aproveita-com-vontade.html
Vi e vendo a vida - http://mesdre.blogspot.com/2010/11/vi-e-vendo-vida.html
Ensaio sobre a paciência (e referências) - http://mesdre.blogspot.com/2010/07/ensaio-sobre-paciencia.html
domingo, 17 de abril de 2011
O Princípio da Ignorância
A) O dito pelo não dito
"A cobrança pelo que se deixou de fazer
é muito maior do que
o reconhecimento pelo que foi realizado."
Mesdre
Parece que é sempre assim:
não importa o quanto a gente faça, bem, e até além...
a gente será cobrado pelo que não fez, ou fez errado!
A gente é muito mais cobrado pelo que deixou de fazer,
do que reconhecido pelo que foi capaz de realizar.
E basta uma falha, uma "pisada de bola",
para jogar rapidamente por terra toda uma reputação
árdua e seriamente construída por longo tempo.
Geralmente, até quem a gente considera "amigo" ou colega,
que está ao seu lado, são os primeiros
a se esquecerem da coleção de várias "boas ações"
para usar o caso mais recente e danoso
como referência para ácidas críticas sem atenuantes...
O danado é ser condenado
pelo que se é bem dito
sobre o nosso maldito
deslize, erro, engano,
falha, enfim, ato humano.
Outro dia, um amigo me comentou que acha que
eu tenho tendência querer a defender os acusados,
a tomar partido de quem está sendo criticado ou atacado,
a tirar a responsabilidade dos ombros das pessoas...
Se faço isto tão freqüente, certamente
não é por achar que todos são inocentes até prova em contrário,
nem é por considerá-los sem culpa ou com razão...
É pelo "princípio da ignorância":
Sabemos muito pouco sobre nós mesmos,
o que dizer dos outros então?
Há diversos fatores "desconhecidos"
que talvez nem nos cheguem ao conhecimento...
Entre fatos e versões,
ouvimos quase sempre apenas uma parte da história.
B) O prisma da Verdade
"A verdadeira Verdade tem muitas faces e lados!
Ela se apresenta de várias maneiras a cada um,
que a toma à sua maneira e interpreta do seu jeito,
apenas com base no que sabe, ouviu ou viu,
o que não quer dizer que foi tudo,
e geralmente nunca o é."
Mesdre
C) Sobre o que acontece
"Nós, meros espectadores,
que não passamos de 'massa',
nunca sabemos o que se passa
por detrás dos bastidores...
O show da vida verdadeiro
ocorre fora do picadeiro."
Mesdre
quarta-feira, 13 de abril de 2011
A julgar pela jugular
INJUSTIÇA é o oposto da JUSTIÇA...
Pensando bem, "justiça" e "(in)justiça" de fato estão muito próximas, ligadas por um 'in', que em inglês quer dizer 'dentro'. Ou seja,
poderia se dizer que "a própria injustiça incorpora a justiça em si". Mas na verdade o que vemos é que
"A própria justiça incorpora a injustiça em si!"
Mesdre
Dizem que a justa justiça só se aplica aos pares, semelhantes...
Ora, se são pares, não podem ser julgadores nem julgados; estão literalmente na mesma situação, no mesmo barco, no mesmo enrosco...
Para se julgar, presume-se que se esteja em posição de superioridade, em hierarquia privilegiada de poderes para julgar, condenar ou inocentar. E isto pressupõe vir de cima para baixo (aos párias), nunca lateralmente (aos pares).
julgado ! =
j+ul+gado =
i u gado =
e o gado ?
Conclusão:
Ao sermos julgados, parece mais estarmos sendo tratados como gado: este vai ser marcado, este não...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Sobre dúvidas
Ouvi certo dia alguém dizer e referenciar:
"Nossas dúvidas são traidoras
e nos fazem perder
o bem que poderíamos conquistar
se não fosse o medo de errar..."
William Sheakspeare
Talvez há problemas da tradução do original (em inglês),
que desconheço, mas eu discordo:
acho que ele confunde "dúvidas" com "hesitação e receios",
o que neste caso faria mais sentido.
Além do que, traição é um conceito muito relativo e subjetivo...
Acho que penso como o Mesdre:
"Ter dúvidas é direito de todos,
e questionar é privilégio de poucos.
(deveria ser da maioria!)"
Mesdre
