quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A quem recorrer? (2)


Atualização obrigatória? Não, obrigado!


Hoje em dia, quase todo mundo usa uma ferramenta de mensagem instantânea (IM, de Instant Messengers).

Atualmente, quase todo mundo tem um MSN. Se não é este, é o Yahoo!Messenger. Ou então Skype, ou gTalk, ICQ, AIM, etc... Tem até ferramentas, na Web ou no celular, que integram essas várias contas numa única interface, se você tem conta em mais de um desses provedores de IM.

Mas, talvez por conta da plataforma Windows, muito mais difundida, ou talvez por conta de um dos mais famosos e populares servidores de email público e gratuito, o Hotmail, que foi comprado pela Microsoft, o fato é que o MSN é o mais popular dos IMs.

No meu caso, como eu possuia conta no Hotmail, passei a poder usufruir do MSN, bastando instalar o client (software local no meu PC), para poder usar trocar mensagens online com quem quer que também usasse o MSN.

Pessoalmente eu prefiro o Yahoo!Messenger, mas desde que a Microsoft firmou acordo de compatibilidade de cadastro entre o Y!M e o MSN, o universo de contatos praticamente dobrou, e em teoria tanto faz agora usar uma ou outra ferramenta para conversar com as mesmas pessoas. As preferências fica por conta dos recursos adicionais que cada uma delas oferece (no meu entender, o básico que é a intercomunicação permanece o principal recurso, e o resto é firulas).

Daí que, para permitir essa intercomunicação, o MSN precisou se transformar no Window Life Messenger versão 8 (pulando aqui algumas etapas de versionamento, para ir mais direto ao ponto). E a Microsoft passou a sugerir a migração de seus usuários de MSN e WLM para a versão 8.

E foi o que eu fiz. O motivo era razoável e interessava poder unir o melhor dos dois mundos. Em algumas empresas, o uso de Y!M não é permitido, mas o MSN é usado internamente se a empresa adotou os produtos Microsoft como ferramentas oficiais de trabalho. Assim, seria possível conversar com colegas do Y!M usando o MSN. Isto é ótimo.

Mas sou avesso a mudar de versões, por pouca coisa ou sem um motivo bem forte. Isto não é ser retrógrado nem conservador radical. Isto é ser prático. Se não há nenhum ganho convincente em se mudar de versão, mudar por mudar representa, ainda que o fornecedor tente mostrar o contrário, uma sobrecarga maior no seu sistema operacional e na capacidade de seu computador.

Antigamente, devido à escassez e lentidão de recursos de hardware (memória, disco, processamento), os software eram feitos com algum cuidado inteligente, de economizar recursos e fazer o mesmo mais rapidamente e com mais inteligência. À medida que os recursos foram se barateando, e em tempo cada vez menor se obtinha hardware cada vez mais potente no mercado, a tendência dos desenvolvedores passou a ser no aproveitamento máximo da nova tecnologia, e não na eficiência dos programas. Então, se as novas versões fossem mais lentas, o novo hardware compensava as melhorias, de modo que se poderia oferecer muito mais, e nos novos equipamentos seria uma beleza!

As empresas em geral, passaram a não mais se preocupar com a dita compatibilidade retroativa e respectivo suporte. Quem seria o louco de manter o equipamento antigo, com equipamentos novos no mercado capaz de realizar mais que o dobro pelo mesmo preço? A lógica capitalista aposta que todos irão migrar, e que a tendência é terem sempre o último equipamento mais avançado. É o que eu chamo de "síndrome da troca pelo carro novo", ou seja, não importa quão novo seja seu automóvel, assim que sair um modelo novo, você troca o atual pelo lançamento, para estar sempre atualizado, valorizando assim seu patrimônio, a despeito de quanto tenha que gastar ainda por isto.

Bem, essa lógica pode se aplicar muito bem para equipamentos de informática em países de primeiro mundo (Estados Unidos, Canadá, Europa e Japão), ou parcela seleta da população de outros mundos (Brasil incluído), que possuem o privilégio de estarem em dia com as recentes inovações tecnológica, indiferentes ao seu custo.

Mas aqui? Dificilmente alguém consegue acompanhar a frenética velocidade de novidades na informática. Se tiver a sorte de poder comprar um equipamento e acessórios de última geração, a vista ou financiado, aposto que vai pensar duas vezes antes de trocar tudo em menos de 6 meses... E outra coisa: trocar para quê, se tudo que você precisa está ali, finalmente funcionando? (vamos pular a parte do tempo que leva para conseguir fazer tudo funcionar como a gente quer, ok?)

Então, voltando aos comunicadores online, há algumas semanas o MSN vem apresentando uma mensagem de que há nova versão disponível para download, a cada vez que você inicia uma sessão. A mensagem pode ser entendida como um procedimento correto, no sentido de divulgar a nova versão e sugerir atualizações (ou upgrade). A maioria das ferramentas gratuitas que oferecem novas versões melhoradas, cobram para baixar e instalar; mas não é o caso do MSN.

Porém, depois de algum tempo, já faz alguns dias, a cada vez que você fazer login (conectar-se numa sessão online), uma caixa de mensagem passou a ser mais contundente (e irritante!)... Avisa que uma versão mais nova está disponível, pergunta se quer instalar agora ou obter mais informação.

Não, obrigado, não quero atualizar, por favor deixe-me continuar com esta versão que no meu entendimento e uso está bom demais. Não desejo nem mais melhorias nem mais "piorias". Depois de ignorar meu não, e não realizar meu login, por algumas vezes, eu conseguia continuar usando normalmente, como antes.

Entretanto, desta última vez, a "democracia" norte-americana, no caso representada pela Microsoft, não me deixou prosseguir. A toda tentativa de login, vinha a seguinte caixa de mensagem:

A newer version is available. You must install the newer version in
order to continue. Would you like to do this now?
_Y_es ?
_N_o ?
OK / _W_hat is New...


Traduzindo:
Uma versão mais nova está disponível (até aí, tudo bem, fico feliz em saber)
Você PRECISA insalar a versão mais nova para poder continuar (EPA! tenho que? Mas não quero!)
Gostaria de fazer isto agora? Sim ou Não? (NÃO, claro que não gostaria, nem agora nem depois!)

Eu escolhia Não, e clicava OK, e voltava para tela de entrada, desconectado do MSN... Sempre!
Cliquei no "Quais são as novidades..." para ver o que dizia. O texto, que pode ser conferido no seguinte link (http://www.windowslive.com/Desktop/Messenger/Upgrade), dizia o seguinte:

Why You Need to Upgrade ?
The Windows Live Messenger team has identified an important security issue in Messenger.
All Messenger users need to upgrade to the new version.
This update will help keep you and your friends safe and secure while you chat online.


Traduzindo:
Por que Você Precisa Fazer esta Atualização?
A equipe do WLM identificou um importante problema de segurança no MSN (muito bem, mas QUAL problema??? Não sei, não dizem, é mistério...)
TODOS os usuários do MSN têm que migrar para a nova versão (NÃO há outra opção, precisam, é obrigatório!)
Este upgrade ajudará manter você e seus amigos seguros e protegidos (DE QUEM? COMO?) enquanto conversam online.

Minha versão de Windows Life Messenger, exibida pela opção de menu Help/About, era:

Version 2008 (Build 8.5.1302.1018)
Copyright 2007 Microsoft Corp
Contains security licensed from RSA Data Security Inc

Como não havia meios alternativos, respondi Yes para permitir a atualização. Daí, algumas verdades veladas podem ser percebidas...

Depois do download da "última" (latest) versão do WLM (que você não é avisado qual é, até que se conclua a instalação), para prosseguir na instalação, você é novamente OBRIGADO a aceitar o termo imposto pela MS. Ou seja, a primeira verdade não explícita é que a MS está, através deste procedimento, isentando-se de uma série de possíveis processos e impondo outras condições de uso, pois ao continuar a instalação você está concordando com o que ela diz, sem poder questionar.


Aliás, outro pretexto desta atualização é o que aparece na linha de baixo dessa mesma tela: "Esta instalação pode requerer atualizações na versão do WLM que você já possui, e futuras atualizações você irá obter pelo Microsoft Update. (saiba mais)". O truque na manga da camisa é o Microsoft Update, uma ferramenta que vasculha seu PC para saber o que você tem instalado na máquina, o que é da MS, que versão está, se é legítimo ou pirata, número de série, etc, tudo isto na surdina, para depois dizer pra você se pode ou não fazer novas atualizações antes de dizer para que versões estão disponíveis para você em função do que você tem. Bem, na prática é isto, uma espécie de vírus (no conceito teórico, obviamente) "oficial" que de forma alguma é chamado ou comparado a um vírus, por ser parte de um procedimento legal (e concordado com seu aceite) de instalação/atualização de versão. Para conhecer "tudo" sobre as dúvidas mais freqüentes "oficialmente" perguntadas e politicamente correto respondidas, clique no "Learn more" que leva você ao seguinte link: http://www.update.microsoft.com/microsoftupdate/v6/vistaabout.aspx?ln=en-us

Bem, quando terminou a instalação, estava atualizado para a seguinte versão:

Version 2009 (Build 14.0.8089.726)
Copyright 2009 Microsoft Corp
Contains security licensed from RSA Data Security Inc

Em apenas 1 ano de versão (2008 para 2009), não pude mais continuar com a versão que usava e que pra mim bastava...

E continuei sem saber qual era aquele tão grave problema de segurança que a MS alegou, a ponto de me "impedir" de continuar usando o que sempre usei normalmente... Ora, não deveria processar a RSA Data Security, por ter permitido tal vazamento de segurança? E por que não explicam de forma transparente o real motivo (ou pelo menos a principal falha da segurança detectada), de modo a transmitir maior conforme e sentido de urgência na atualização por parte se seus usuários?

Ao final da instalação, talvez por pura ironia macabra, é apresentada uma tela que confirma que você foi "OBRIGADO por atualizar para a nova versão", reconhecendo a imposição de tamanha tirania.


Em resumo, seria mentira dizer que você não tem opção...
Tem sim, a mesma que algumas companhias aéreas oferecem para serviços a bordo:
a opção é ou "isto" ou "nada", "aceita o que e como queremos" ou "fica a chupar dedo e a ver navios", a opção é sua!

Eu fico a pensar no grande golpe que o brilhante Bill Gates e posteriormente toda sua equipe que se transformou numa prestigiosa corporação, estratégia esta que foi de difundir o sistema operacional MS-DOS gratuitamente (estimulando o que posteriormente passou a tachar de pirataria), e inicialmente o Window 3.1 e Windows 95. A partir daí, quando estavam quase todos dependentes (talvez viciados seja um termo menos apropriado), passou a cobrar pelos UPGRADES para outras versões, cada vez mais caro.

Não defendo a pirataria, quero deixar isto bem claro. Mas sou de opinião que os principais responsáveis pela pirataria hoje existente não são os usuários nem os intermédiários nem a falta de fiscalização. São os próprios fabricantes e sua aganância por lucro (muitas vezes pressionados por seus acionistas, obviamente, igualmente gananciosos).

Sim, e a explicação é muito simples. Se em vez de encontrar numa loja um software oficial e completo por R$ 200, por exemplo, e encontrar o mesmo por digamos R$ 30, quem iria pagar uns R$ 10 por um software pirata e ilegal, quando pode ter todas as garantias e qualidade por um preço só um pouquinho a mais? Seria o fim da pirataria! O problema está na desproporção de preços, incompatível com o bolso da maioria dos usuários, quando este tem outras preocupações de primeira necessidade básica (como comprar comida, remédios, roupas e transporte para poder ir trabalhar, contas de água, luz, telefone, instrução própria e escola de filhos, manutenção da casa, etc). Software é muito caro e não é gênero de primeira necessidade, apesar da enorme dependência que temos disto no atual estágio de evolução da civilização que participamos.

Os fabricantes alegam impostos que encarecem o preço, ou seja, a culpa é do governo se o preço está tão caro. E eu digo que a culpa é de quem não quer enxergar o problema do custo de forma real e pragmática, e nem quer enfrentar a pirataria como se deve. Deixa a cargo do pobre e infeliz usuário, a responsabilidade de ser ético ou dentro da legalidade, e arcar com o prejuízo no bolso de quem está do lado mais fraco da corda financeira.

Assim, ficamos sem ter a quem recorrer neste caso.
Piratas são ilegais e portanto criminosos. Resolveriam nossos problemas práticos de informática, mas comprometem nossa integridade.
Fabricantes impõem suas regras, querem controle cada vez maior sobre o que você usa, e onde for possível, irão cobrar por isto.
Governo, que poderia regrar as coisas a favor do povo, de nós usuários, é o primeiro a impor um regime de impostos a que estamos obrigados a nos submeter, e que desencadeia uma cascata de outros repasses que encarecem todo e qualquer custo.

De qualquer forma, ninguém me conforta o fato de eu não ter podido continuar usando a versão da interface com que eu estava acostumado. O orkut (da Google), e outros, também já ameaça que em breve já não dará suporte ao meu browser atual, o MsInternetExplorer 6 e que precisarei mudar para IE 8, GChrome ou MzFireFox. Assim meu PC não agüenta!!!

sábado, 14 de novembro de 2009

Eternidade, Amor e Felicidade


Constatações para eternos questionamentos...

A Dor, Eternidade,
Amor e Felicidade.


Verdades:

"Somos todos mortais, um dia, cedo ou tarde, morreremos.
Nada do que construímos, fizemos ou juntamos, levaremos.
Talvez só aquilo que somos, a soma de tudo o que fomos.
Nada do que dissemos, pensamos, amamos, deixaremos.
Talvez só a lembrança naqueles que nos envolvemos, de uma forma ou outra."



Dúvidas:

Nada dura para sempre ?
Talvez não. Só o tempo, este é eterno.

Tudo acaba um dia ?
Acho que tudo se transforma, e se não acompanhamos a transformação, perdemos o compasso do tempo.

A paixão sobrevive ?
Certamente, transformada. É preciso desejar que dure, é preciso desejar transformar para seguir no tempo, é preciso desejar sempre, senão acaba.

Paixão no relacionamento a dois, é de um ou de dois ?
Primeiro, a paixão é de cada um, cada um tem a sua própria paixão.
Depois, não existe relacionamento a dois, pois ninguém é dois sozinhos no mundo: há amigos, há parentes, há passado, há presente... Se haverá futuro nessa paixão, depende de como cada um deseja. Quem não gosta de se sentir amado, desejado?

Tempo: senhor da paixão, dos desejos, dos amores, dos momentos felizes...
Se tudo acaba, se tudo se transforma, se tudo muda, o que é realmente eterno, perante o tempo, no que diz respeito ao sentimento humano que se traz no peito ?
A única coisa que persiste, em todos, é o desejo de ser feliz, a busca pela felicidade. O que varia é o que faz cada um feliz.


Princípios:

"Felicidade absoluta não existe. O que existe são momentos felizes.
Felicidade, portanto, é uma coleção de momentos felizes.
Felicidade é um estado de espírito, uma opção de vida.
É possível SER feliz, sem ESTAR feliz, mesmo triste naquele momento.
É possível estar feliz, e ser uma pessoa triste. Isto é triste."



Descobertas:

Fiz algumas descobertas, recentemente.
Descobri que minha vida está uma bagunça, mais do que costumava ser.
Descobri que ponho no trabalho a desculpa de não me sobrar tempo para organizar a minha vida.
Descobri que eu preciso me organizar então seriamente.
Descobri que para eu me organizar, eu preciso estar equilibrado, encontrar um equilibrio, eu preciso me encontrar.
Descobri que a minha paixão pela Mi me dava paz, quando correspondida.
Descobri o quanto sexo é importante no meu equilibrio emocional e sono.
Descobri o quanto meu equilibrio emocional é importante pro resto da minha vida e dos outros, principalmente daqueles que eu amo.
Descobri também que penso que posso controlar meu desejo, que posso decidir e abrir mão de certas vontades, que posso determinar como quero viver o resto dos meus dias.


Conclusões:

Para ser sério eu preciso estar alegre. Porque estar triste é campo fértil para desastres para mim.
Permanecer triste é deixar o mundo desabar diante de si e não se importar por isto.
Um círculo vicioso e destrutivo.
Dizem que é preciso amar para sair desse vórtice.
Muitos dizem que é preciso amar a si mesmo, antes de tudo.
Por outro lado, amar a si mesmo é algo egoísta. Eu quero ser altruísta.
Não importa o que aconteça comigo, se eu puder amar (não a mim), se eu puder expressar minha paixão.
Sigo apaixonado, a paixão é minha razão de viver. Seja esta contida ou extrovertida.
Se eu não puder expressar minha paixão, sigo calado, deixo que minha paixão siga em frente.
Meu amor não precisa de comparação: não preciso que saibam se é grande ou imenso, se é tímido ou intenso, se é tolo ou vão.
Eu quero que minha paixão seja feliz, mesmo a custa de minha infelicidade pessoal. Quero ser altruísta, lembra? No fim, serei feliz sabendo que ela está feliz. Melhor seria se estivesse feliz comigo. Melhor eu seria se eu a soubesse fazer feliz.
Mas felicidade é uma coisa muito pessoal. Cada um é feliz do seu jeito. Ou não, também do seu jeito.


AndreM (com "citações" de Mesdre)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Mulher Madura

Recebi por email o texto abaixo, que aqui reproduzo por ver da mesma forma.


"Quando resolvi escrever sobre a MULHER MADURA, pensei em mim e em todas as mulheres de trinta, quarenta, cinquenta... não importa a idade, claro, não desmerecendo as mais novas, até porque, pretendo falar de toda vivacidade que elas possuem.
A MULHER MADURA tem um jeito todo especial de ser.
Ela possui uma beleza peculiar que não se iguala a nenhuma outra.
Pena daqueles que não sabem percebê-las!!!
A MULHER MADURA não é ventania, ela é ar EM MOVIMENTO.
A MULHER MADURA não pega, ela TOCA.
A MULHER MADURA não come, ela se ALIMENTA.
A MULHER MADURA não provoca, ela já é PROVOCANTE.
A MULHER MADURA não é inteligente, ela é SÁBIA.
A MULHER MADURA não se insinua, ela mostra o CAMINHO sutilmente.
A MULHER MADURA não se precipita, ela espera o MOMENTO CERTO.
A MULHER MADURA não nada, ela NAVEGA.
A MULHER MADURA não voa, ela FLUTUA.
A MULHER MADURA não pensa em quantidade, ela prefere QUALIDADE.
A MULHER MADURA não vê, ela OBSERVA.
A MULHER MADURA não anda, ela CAMINHA.
A MULHER MADURA não deita, ela ADORMECE.
A MULHER MADURA não é pretensiosa, ela SIMPLESMENTE SE GOSTA.
A MULHER MADURA não julga, ela ANALISA.
A MULHER MADURA não compara, ela ASSIMILA.
A MULHER MADURA não consola, ela ACALENTA.
A MULHER MADURA não acorda, ela DESPERTA.
A MULHER MADURA não coloca algemas, ela os DEIXA LIVRE.
A MULHER MADURA não enfeitiça, ela ENCANTA.
A MULHER MADURA não é decidida, ela apenas sabe O QUE QUER.
A MULHER MADURA não é exigente, ela é SELETIVA.
A MULHER MADURA não se senti velha, ela se considera EXPERIENTE.
A MULHER MADURA não se lamenta, ela tenta fazer DIFERENTE.
A MULHER MADURA não tem medo, ela tem RECEIOS.
A MULHER MADURA não faz juras, ela deixa por conta do TEMPO.
A MULHER MADURA não tira conclusões, ela faz SUPOSIÇÕES.
A MULHER MADURA 'não desce do salto', ela tem 'JOGO DE CINTURA'.
A MULHER MADURA não brilha, ela é ILUMINADA.
A MULHER MADURA não dá tchau, ela ACENA.
A MULHER MADURA não gosta de ser vigiada, ela prefere ser ESCOLTADA.
A MULHER MADURA não é moderna, ela é ELEGANTE.
A MULHER MADURA não quer ser cobiçada, ela prefere ser DESEJADA.
A MULHER MADURA não possui sombras, ela tem AURA.
A MULHER MADURA não adivinha, ela tem PERCEPÇÃO.
A MULHER MADURA não faz sexo, ela é mestre na ARTE DE AMAR.
A MULHER MADURA não fica, ela se ENVOLVE.
A MULHER MADURA não é fácil, ela é FLEXÍVEL.
A MULHER MADURA não manda, ela ADMINISTRA.
A MULHER MADURA não aflora, ela é um constante FLORESCER.
Enfim, a MULHER MADURA é um conjunto de todas as belezas possíveis.
Mulher sensível, e ao mesmo tempo uma verdadeira guerreira, é forte, mas é feminina.
Porém, muitos não possuem sensibilidade para perceber tal beleza. Mas aqueles que descobrem... preferem morrer nos braços dessa tal mulher, que não é DOCE, mas que, simplesmente, é puro MEL."

Vanessa Pena


Teve uma frase que quase discordei:

A MULHER MADURA não nada, ...
... ela TUDO!


E ainda ficou outra que não chegou a ser explícita:

A mulher má, dura!... (rsrs)


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Facilidades e questionamentos, a missão


Em referência ao tema dos "bons ventos sábios" (ver Inventando alto), aproveito para compartilhar e registrar aqui trecho de conversa muito interessante com Vivian, a quem agradeço de coração.


- O segredo da vida é saber remar em qualquer embarcação...

- Há quem diga que o bom segredo é saber como pegar uma embarcação a motor, para não ter que remar... ou o vento certo... ou a correnteza certa...

- No campo das facilidades, não testamos nossa competência.

- No campo das competições, nós testamos nossa facilidade.

- As facilidades existem nas coisas e não em nós... Em nós existe a competência ou não para saber distingui-las.

- "As facilidades existem nas coisas e não em nós"... isto é discutível. Aqui você parte de uma premissa que não existem facilidades em nós (por que não?) e que estas só existem nas coisas... donde conclui-se que só existem dificuldades em nós... o que é tão improvável quanto a existirem só uma coisa ou outra.

- Agora, quanto a caber a nós sabermos distinguir o que é facilidade ou não, isto está corretíssimo, ainda que essa sabedoria e distinção sejam um tanto subjetivas.

- Esta conversa viraria dias e dias, por ser rica de possibilidades, e é claro, facílima quando estamos falando a mesma linguagem...a linguagem de eternos aprendizes...rss

- Embora a vida seja uma eterna ilusão, fomos treinados para questioná-la, e destes questionamentos tiramos respostas que no íntimo já sabemos...

- O que importa o saber? O que ganhamos de entender as coisas, se elas acontecem independente de nossos desejos ou não? Penso que filosofar sobre a vida, é apenas uma rota de fuga, que bem sabemos é ilusória. Porque a vida é o que é, tanto para os sábios como para os simples... E a estes últimos eu os chamo de felizes, porque são puros e não sofrem por antecedência.

- Sim, somos aprendizes. E nesse aprendizado, discordamos em algumas lições...

- Por exemplo, eu (e não sou o único) penso que um dos propósitos da vida seja não só vivê-la ou passar por ela (como se fosse esta a missão em si), mas questioná-la e entender a travessia. Isto é, entender qual nossa missão, como se a verdadeira missão fosse entender a missão de nosso destino, não importa qual seja esta e nem se virá a saber...

- Não concordo que sejamos treinados a questioná-la... Ao contrário, toda a sociedade ensina a obedecer sem questionar, crer sem duvidar, dar sem trocas, etc. Ou seja, quanto mais carneirinho, melhor pro rebanho, enquanto alguns (os "mais espertos") tiram proveito disto, reforçando aquelas regras para os outros!

- Concordo que certos aspectos da vida de cada um são inerentes, e pouco importa nossa ação ou pensamentos. Mas não entendo que filosofar seja rota de fuga... Pra mim, a aceitação incondicional sim é uma rota de fuga! Pois (mesmo) a avestruz (que é enorme) estabelece uma rota de fuga sem sair do lugar, ao enfiar a cabeça num buraco em terra, para não ver o problema que a ameaça.

- Eu entendo, admiro teus pensamentos, porque conheço a extensão da sua inteligência.

- O que eu quis dizer é que com filosofias, ou não, a vida segue seu curso, sem perguntas e nem respostas.

- É claro que se tivermos um pouco mais de entendimento, buscamos meios para driblar os problemas... Mas mesmo assim eles estão aí, sem anestesia... E "driblar" não quer dizer estar fora.

- Portanto, o único prêmio de tudo isso, é que saímos um pouco mais experientes para o próximo combate... E assim é.


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A localização do amor


Este ícone é interessante pois ele simboliza o mapa do amor, ou melhor, onde este se conceitualiza nos homens e nas mulheres, de uma forma bem caricata.

Ou seja, nos homens o amor se concretiza no prazer sexual antes de qualquer coisa, e isto passa longe do fundamento amoroso nas mulheres e que seria apenas um detalhe na complexa contextualização do amor sentimental. Claro, sempre há exceções.

Curiosamente, a figura foi reaproveitada no cartaz de um ótimo filme, "A Verdade Nua e Crua" (tradução adequada, na minha opinião, para "The Ugly Truth").



Juntamente com outro bom filme, "Hitch, Conselheiro Amoroso" (em inglês apenas "Hitch"), ambos abordam essa forma de encarar o amor do lado feminino diferente do masculino, e vice-versa.

Embora mesmo tema, são abordagens distintas.

Em "A Verdade Nua e Crua", o "consultor profissional" explica e orienta as mulheres como elas devem pensar e agir para conquistar um homem.


Em "Hitch, Conselheiro Amoroso", a proposta é ensinar os homens como eles devem pensar e agir para conquistar uma mulher.



O que têm em comum estes filmes?

Em ambos, a voz do esclarecimento parte de homens que, com sua vivência, consciência ou sensibilidade são capazes de orientar outros, mas praticamente incapazes de resolver seus próprios problemas - o que é natural, bem típico do gênero humano.

Além disto, nos dois as mulheres protagonistas representam os obstáculos para que a missão sejam bem e rapidamente cumprida.

E também ambos deixam claro a dificuldade que é a comunicação para expressar o que sentimos quando amamos.

Enfim, filmes que nos tocam, de uma maneira ou de outra, seja pela identificação com algumas situações, seja pelos conselhos úteis que podem ser captados dos filmes.

Talvez o maior problema destes filmes é que eles focam nos primeiros encontros (date, em inglês), no ato da conquista em si, em como entender o mecanismo de aproximação para a química do amor funcionar.

Mas exploram muito pouco o que fazer depois, o mecanismo de como manter a chama acesa, como fazer da conquista bem sucedida um caso duradouro.

Nestes filmes, a preocupação é sobre o tempo do ANTES até o durante. Quanto ao DEPOIS... Bem, isto parece ser tema para outros filmes!...


sábado, 24 de outubro de 2009

Lições de cadeira


Ainda outro dia ouvi um especialista em móveis falar da característica de certas cadeiras e dali filosofar. Ele dizia:

"Duro com duro, não dá bom muro, não tem futuro".

Mostrou-me uma cadeira, sentou-se nela e perguntou: "ela cedeu?".
"Sim, um pouco", respondi.
"Pois, cadeiras que são coladas e rígidas, não cedem ao peso, e não duram muito. Cadeiras com parafusos cedem, estas resistem mais."
E concluiu: "Como nos casamentos, se ninguém cede, não dura!"

Para conviver tanto tempo com outra pessoa,
é preciso muita coragem e vontade.

Quando um não quer, dois não brigam.
Mas também quando um não quer, dois não amam.

Para fugir da mesmice e da monotonia,
é preciso se reinventar a cada dia, ambos!


"A história é memória.
O futuro é escuro.
O presente nem se sente."

Mesdre


sábado, 10 de outubro de 2009

Ótima leitura recomendada


Se há algo a dizer, está quase tudo no blog dedicado ao livro:

http://possoteclarcomvoce.blogspot.com/

Certamente, depois da leitura haverá muito mais coisas a serem ditas.

Mas quem já leu os escritos da Mirian Martin, ou A Senhora, do Caldeirão-da-Bruxa, sabe que seus textos não apenas divertem e são fáceis e gostosos de ler, como também deixam no ar e na gente aquela sensação de delícia ao apreciar uma boa história bem contada.

São contos ou capítulos curtos que se entrelaçam no enredo e em nossa vida cotidiana, mesmo quando o tema por vezes foge ao abstrato e à fantasia para nos surpreender no fim.

Pessoalmente, acho que seu estilo lembra muito a rapidez e inteligência de Luiz Fernando Veríssimo. Poucos conseguem fazer puramente dos diálogos uma forma completa de narrativa! É preciso muita habilidade para isto, ou o talendo e dom natural dos bons escritores.

Fica a minha indicação e recomendação: POSSO TC C VC?


domingo, 4 de outubro de 2009

Dia dos animais, dia do SãoChicão

No dia 4 de Outubro se celebra, pelo menos entre os católicos, o dia de São Francisco de Assis, conhecido também como patrono e protetor dos animais, em função das várias histórias ou lendas contadas a seu respeito e seu dom de "falar" aos bichos.

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Uma oração de São Francisco de Assis

Senhor,
fazei-me um instrumento de Vossa paz:
- onde houver ódio
+ que eu leve o amor,
- onde houver ofensa
+ que eu leve o perdão,
- onde houver discórdia
+ que eu leve a união,
- onde houver dúvida
+ que eu leve a .
- Onde houver erro
+ que eu leve a verdade,
- onde houver desespero
+ que eu leve a esperança,
- onde houver tristeza
+ que eu leve a alegria,
- onde houver trevas
+ que eu leve a luz!

Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
+ consolar
- que ser consolado,
+ compreender
- que ser compreendido,
+ amar
- que ser amado.
Pois
+ é dando
- que se recebe,
+ é perdoando
- que se é perdoado,
e é morrendo
que se vive para a vida eterna!

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Adoro esta Oração do Salsichão, ops, digo, Oração de São Francisco de Assis.
Só não gosto da última frase: morrer pra quê? É aqui que se vive!
Todo o resto é uma lição de vida.

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Na verdade não foi composta por São Francisco, mas, por seus seguidores, unindo palavras que bem poderiam ser ditas por ele.

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Segundo o amigo AGIL, quanto à vida eterna, só se chega lá morrendo mesmo. A não ser que você entre para a ABL (Academia Brasileira de Letras), associação que é composta por 39 membros e um morto rotativo... (rsrs)

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Teve uma Campanha da Fraternidade, há MUITO tempo atrás (década de 70), que colocou uma versão musicada que era veiculada na TV durante os comerciais. Muito legal. A melodia era muito gostosa e muita gente aprendeu a letra!

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Quem quiser saber um pouco da história de São Francisco (1182-1226) e Santa Clara (1194-1253), ambos de Assis na Itália, assista ao filme "Irmão Sol, Irmã Lua", de Franco Zeffirelli, eu recomendo.

Trechos do filme em:
http://www.youtube.com/watch?v=B43AIvPiNaQ
http://www.youtube.com/watch?v=fwcdxCSs4qI.


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Inventando alto


aventura >> a ven(to a)tura >> aturar ventos em alturas


Num cartaz de campanha de segurança da informação do TJSP, havia os seguintes dizeres:

"Só há ventos favoráveis para quem sabe aonde vai."

Isto é bem verdade. Por outro lado:

"Para aqueles que estão perdidos, qualquer vento serve:
para aonde os levar, a chance de continuarem perdidos é grande."
(Mesdre)

Assim, penso que os ventos, sejam favoráveis ou não, fortes ou fracos, são o que menos conta na nossa aventura de viver, mas sim como os suportamos e nos aturamos.

Saber o que quer, ou saber para aonde ir, é o ideal que se prega aos ventos para que todos sejam ou reajam assim. Mas é fato que não existe pessoa absolutamente segura de si (ainda que se pense assim): há sempre uma brisa de dúvidas, de incerteza, de medo, receio, ansiedade, que nos aventa um momento ou outro.

"A vida é uma aventura que se inventa a cada instante!" (Mesdre)

E concluo que a vida independe dos ventos, ainda que estes nos arrastem, devemos estar sempre prontos a içar bem alto as velas e tirar proveito dos momentos que se nos apresentam, e seguir buscando o melhor caminho. Porque pouco importa o destino... lá chegaremos no final. Importa muito mais o caminho. Com quem caminhamos. E como o fazemos. Que este seja bem feito! E, muito mais do que pegadas, deixe boas recordações, que saibamos aturar bem, pois quando ao nosso destino chegarmos, haja o vento que houver, terá valido a pena a aventura!


sábado, 19 de setembro de 2009

Fabuloso recontar


Quando os meninos eram pequenos, eu gostava de contar histórias que além de entretê-los também servia para passar alguma mensagem de moral e princípios.

Uma das que eu acho mais significativas é a do "Pedro e o Lobo".

Para quem não sabe, essa fábula conta a história de Pedro que se afastava da aldeia em que morava e ficava gritando "olha o lobo! olha o lobo!". Todos saíam correndo de suas casas, armados de facões e rifles ao socorro do menino em perigo, mas davam de cara com ele rindo por terem caído naquela mentira. Todos ficavam muito frustrados com o garoto e voltavam para casa zangados pela brincadeira sem graça. Mas tinham bom coração, e cairam na mesma brincadeira duas, três, quatro vezes, sempre na possibilidade de talvez ser verdade daquela vez, pois o menino se esforçava para tornar o chamado cada vez mais real e dar credibilidade à mentira, sua pequena brincadeira. Quando um belo dia apareceu o lobo de verdade, ele esgoelou desesperado, todos ouviram e acharam tratar-se de mais uma mentira, e resolveram não acudir mais, mesmo com um peso no coração pela lição que ele merecia, sem saberem da presença real do lobo. O lobo veio e devorou o Pedro!

É uma história chocante, que nenhuma criança gosta de ouvir, porque não tem um final feliz, e porque em geral se identificam com o personagem principal, também uma criança que gosta de fazer brincadeira e se divertir às custas dos outros. E sempre que a oportunidade clama, apelo à lembrança da história, seja para um banho de mar ou alardes por causa de futilidades, não importa, qualquer situação que coloque a credibilidade e honra da pessoa em jogo por "enganação" de outros.

Outro dia, cansado de ser questionado sobre as versões truncadas e quase sempre contraditórias que Davi mal conta quando indagado sobre qualquer coisa da escola, Davi virou-se para a mãe e disse assim, à queima-roupa:

- Conhece a história do Pedro e o Lobo? Pois então vou contar a minha versão para você:

"Quando Pedro avisava 'olha o lobo! olha o lobo!', e os aldeões sempre o chamavam de mentiroso e lhe davam sermões. Um dia ele chamou 'cuidado, olha o lobo!' e o lobo veio e comeu VOCÊ!"

Talvez tenha sido meio desrespeitoso, uma sutil afronta... Mas, sem dúvida, uma forma GENIAL de subverter a história a seu favor! kakakakakakaka

Nunca pensei que a moral dessa mesma fábula pudesse se tornar: "Se você não acredita num mentiroso potencial, mesmo quando ele diz a verdade, o problema é seu e não dele!" rsrs


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Viver um dia de cada vez


"O passado é história,
o futuro é mistério,
mas o agora é uma dádiva,
por isto ele se chama presente."


Mestre Oogwen, do filme-desenho Kung Fu Panda


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