domingo, 27 de novembro de 2011

Sorrisos de hoje


Trinta. Poderia ser qualquer outro número. Mas esta era a meta.
Passei a observar e a contar todos os sorrisos largos que eu dava neste domingo.

E foram quando:
1. acordei e me dei conta que continuava vivo
2. abri a janela e vi minha cachorra
3. ela me viu e abanou a cauda
4. meu filho imitou o repórter para me convencer a mudar de estação de rádio
5. provei uma jaboticaba deliciosa na feira
6. vi que responderam ao meu comentário deixado ontem em blog visitado
7. vi que deixaram comentário num dos meus posts de ontem
8. cheguei a tempo em casa para ver a largada do GP de F1
9. Bruno Senna não se intimidou disputando posição com Michael Schumacher
10. da possibilidade do carro do Sebartian Vettel estar com problemas e parar
11. o Atlético Mineiro ganhou de 4x0 a partida hoje contra o Botafogo
12. o Figueirense quase marcou gols no Corinthians
13. o Vasco marcou gol no último minuto contra o Fluminense, e impedindo o Corinthians de comemorar o título (na verdade, eu gargalhei!) - não torço para nenhum destes times, mas isto tornou o campeonato muito mais emocionante e ainda indefinido
14. em algumas cenas do filme remake de Golpe Baixo, que vi na TV
15. pensei em escrever esta lista

Bem, o dia chegou ao fim, e eu cheguei apenas na metade da contagem...
Pode-se então dizer que foi ao final foi "um sorriso meia-boca"?
Hahahahah, com esta infâmia, passei dos 50%! Já sou maioria absoluta! (rsrs)

E você? Já contou quantas vezes já sorriu hoje?
Experimente amanhã, e me conte (aqui no blog)!




Bônus:

Curiosidade: a idade do riso
http://famainfame.blogspot.com/2008/12/curiosidade-idade-do-riso.html



sábado, 26 de novembro de 2011

A dança agrega


Em referência ao post Dance com a loucura sábia de Zorba, a música cativante e famosa, que não ganhou Oscar de trilha sonora, nem tampouco é uma tradição antiga de dança grega, tem seu estilo, e inspiração nos costumes gregos.

Eis algumas outras informações e vídeos, para apreciar.


Dança Sirtaki, com três
http://www.youtube.com/watch?v=AlNtTMJAQpg


Dança Sirtaki (e outras), com muitos
http://www.youtube.com/watch?v=Ip-XQ1FJ3rE


Dança do Zorba, na rua, contagiante
http://www.youtube.com/watch?v=UhDgpXWkFHE


Sirtaki, ao estilo cinematográfico, mas bem popular
http://www.youtube.com/watch?v=pIl7VagZ-pk


Mais informações sobre Sirtaki:

Wikipedia em português
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sirtaki


Wikipedia em inglês
http://en.wikipedia.org/wiki/Sirtaki


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dance com a loucura sábia de Zorba


"Você pode ter conseguido tudo,
mas falta ainda uma coisa:
loucura!
Um homem precisa de um pouco de loucura,
senão ele nunca vai ousar se soltar e ser livre."


"You got everything,
except one thing:
madness!
A man needs a little madness,
or else he never dare escape the rope and be free."


Alex Zorba, o grego (na pele de Anthony Quinn)


Cineclube - Zorba, o grego
http://www.youtube.com/watch?v=1F6ZD_ScPAs



Zorba the Greek - Sirtaki (dance scene)
http://www.youtube.com/watch?v=pxNIXwwToJc



sábado, 19 de novembro de 2011

Psiu! É sagrado!


"Veja só que curiosidade:
um SEGREDO deixa de sê-lo,
quando é contado.
Mas se contarem com o selo
da cumplicidade,
ele será mantido.

Então, tanto faz,
nada de medo...
Nele está contido:
se é a um, é segredo;
se é a dois (ou mais),
é sagrado."


Mesdre



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Equilíbrio




"É preciso se ter EQUILÍBRIO.
Sem equilíbrio se tomba,
e as coisas caem sobre si.
Tudo se torna instável.
Financeiramente desequilibrados,
a ruína acha campo fértil...
Mentalmente desequilibrados,
dizemos coisas sem sentido...
Emocionalmente desequilibrados,
só fazemos besteiras e bobagens
e nos perdemos...
Até tem desejo, mas fica sem vontade...
Na falta de equilíbrio,
falta chão e sustentação,
ficamos fragilizados
e tudo nos atinge,
a queda é prenunciada...
Com nosso eixo equilibrado,
o suporte é forte.
Mas bem sabemos o quanto é difícil
buscar o equilíbrio dentro de si
quando não há referência externa."


Mesdre


domingo, 6 de novembro de 2011

Puro Lixo



Sempre achei que salários deveriam ser pagos proporcionalmente ao trabalho e sua importância para a sociedade, o risco que o indivíduo corre ao exercê-la e os benefícios e produtividade que trazem para a coletividade. Assim, não justificaria uma desproporção abismal entre o salário do diretor de uma empresa e da faxineira que limpa seu banheiro! (Atenção: não quero desmerecer quem conduz o dia-a-dia de um negócio, nem desvalorizar quem estuda e se especializa numa profissão.)

Portanto, na minha modesta opinião, a função que melhor devesse ser remunerada é a de LIXEIRO! Quem não pensa assim, aceitaria ser lixeiro (que seja por um dia, apenas)? Os caras correm o dia inteiro (dia e noite!), têm que respirar o pior dos odores (dos nossos rejeitos), em condições insalubres de trabalho, e ai da cidade se eles não passam! Você, nem ninguém, sabe o que fazer * com o lixo que você naturalmente acumula dentro e fora da sua casa, escritório, empresa, etc! As conseqüências são catastróficas. Esses heróis deveriam receber mais que Presidente da República, magistrados ou qualquer outro salário oficial no país.

Por isto, recomendo a leitura do artigo de Fernando Bonassi, publicado no jornal A Folha de S.Paulo de 3a.feira 16 de outubro de 2007 no caderno Ilustrada, chamado "Com respeito a essa sujeira", que eu reproduzo abaixo. Não gostei muito de como ele encerra o texto, mas sua criatividade na abordagem de um assunto de vital importância é digna de aplauso!

Ah, incluo Professores de um modo em geral nesta lista de profissionais importantes. Claro que nem todos, pois existem muitos professores despreparados e incompetentes (muitas vezes nem é culpa deles, pobres esforçados tentando sobreviver)...

Outros fatores devem ser levados em conta, como também a revisão de todas as atividades x remuneração.

Alguns poderiam alegar: "O justo mesmo é receber pelo tamanho da responsabilidade do trabalho. Se você comparar a resposabilidade de se fazer uma cirurgia complexa no cérebro ou na coluna com a de varrer a rua... Não temos como comparar o grau de complexidade e de resposabilidade, obviamente sem deixar de dá o mérito pra ninguém."

Acontece que Justo e Certo são palavras primas mas que nem sempre andam juntas!

O médico lhe cura, mas o lixeiro evita que você se contamine com inúmeras doenças, seja levando seu lixo ou varrendo as ruas que você passa. Você não tem noção do que seria viver num mundo sem coleta ou varredores de rua! Quer uma responsabilidade maior do que esta? Alguém já parou para pensar quanto lixo você produziu durante toda a vida? Onde estaria ele se não fossem os lixeiros que o recolhe? Talvez disputando espaço com você na sua casa... Ou no lote vago mais próximo da sua casa. Já viu o pandemônio que vira a cidade quando eles páram (por greve ou questões contratuais das empresas coletoras)? Sacos de lixo na porta da casa, trazendo doenças, entupindo bueros (se chover), etc... É quase pior do que uma guerra o caos decorrente!

Ou seja, o trabalho deles, dos lixeiros, AFETA TODO MUNDO, o do cirurgião complexo afeta só quem precisa da operação... Onde fica a responsabilidade maior? É complicado...

E quanto ao estudo valer alguma coisa, concordo em parte! Acho caríssimo se formar, seria justo ter este investimento de volta. Mas há um outro risco: de fazer do estudo uma espécie de profissão. Explico: se estudar mais, vai receber mais, ainda que enquanto estuda fique improdutivo! É uma ironia a se resolver...

Mestre Buda já dizia: todos e tudo no mundo têm sua função, sua razão de existir, e é útil de alguma forma (ainda que a gente desconheça qual seja essa função). Ele certamente não disse isto com estas palavras e o comentário entre parêntesis é meu. E se por acaso ele não disse assim, deveria ter dito! (rsrs)

O que é inadimissível é congressistas e parlamentares aumentarem seus próprios salários sem pedir consentimento a nós, seus patrões.



(* = O reaproveitamento do lixo, seja reciclagem e/ou geração de energia, é tema para outro post.)




Com respeito a essa sujeira


Há quem diga "coletor de lixo"... É correto.

Pode ser "funcionário da limpeza urbana", um eufemismo.

Ou ainda, atestando mais do pavor que têm do frescor das palavras, seria o "pessoal da prefeitura"... Como se toda a prefeitura se dedicasse à limpeza. Infelizmente, não é assim.

Assim sou eu o designado para o asseio disso tudo. A primeira pessoa do coitado do singular do verbo ser!

Pois é; todos são qualquer coisa e eu sou lixeiro, com essas sete letras minúsculas que os maiúsculos acreditam poder acobertar por baixo de seus tapetes sujos de tramas...

O drama é que o próximo dia 21 de outubro é o nosso dia. O dia do lixeiro deveria ser um dia de descanso com a minha família, mas a sujeira que as suas fazem não me livram do trabalho neste dia de domingo.

Não ganharei nada mais que a miséria das horas extras do meu salário de fome, enquanto as suas nobres sobras segregadas serão arremessadas pelas latas escondidas. Estaremos pendurados em caminhões especialmente preparados para aspirar e varrer, recolhendo os seus sacos cheios daquilo tudo que teimam em se livrar.

Lamentamos informar: é impossível. Do pó mixo viemos e ao pó do lixo voltaremos.

Isso nós sabemos muito bem, ainda que os piores, ou que se querem "muito limpos", insistam que são melhores do que isso e que, por isso, irão para alguma espécie higiênica de paraíso...

Que é que Deus tem a ver com esse lixo? Nós, pelo menos, recolhemos democraticamente o de Higienópolis e o de Paraisópolis, sem essa distinção que ricos e pobres, pretos e brancos, judeus ou muçulmanos fazem entre eles.

Somos todos "hermanos", por menos que queiramos, meus caros! Malandros e otários excretam a mesma substância em seus vasos sanitários e produzem a mesma quantidade de dejetos.

Recolho aquilo que foi usado. O abjeto espremido, apertado e esvaziado para saciar os seus prazeres. Faço-lhes o bem, ainda que vocês desviem os rostos com os narizes empinados e as bocas esgarçadas de nojo quando nos vêem. Não fôssemos nós, vocês teriam de se haver mais tempo com o que há de podre em si mesmos!

O lixeiro pode observar essas nuances do progresso tão falado por meio dos equipamentos que são jogados como inúteis, quebrados ou simplesmente ultrapassados. Há algo de bom em ver as coisas velhas, abandonadas e estragadas. A gente aprende a se despreocupar da necessidade de ser jovem e abusado de alguma maneira, que é uma das manias -ou besteiras- dessa juventude seduzida por vitrines, propagandas e novelas.

Por isso nosso serviço é tão importante nessa república de bananas. Ele mantém as mentes dos eleitores crentes que são limpas as intenções dos eleitos, enquanto os mais sacanas dentre eles fazem a roda de sua fortuna girar no lixo dessa história de bacanas.

A verdadeira sujeira gira à luz do dia, quando os senadores abrem os bancos, as bolsas e as lojas, os seguranças se põem em seus carros acelerados, homens e papéis são amassados num emprego suado, fedido e repetido desde sempre.

Muitos se submetem a essa escravidão de todo dia.

Eu só me submeto ao lixo. E o lixo é como o mar, fascinante e traiçoeiro. Com ele eu me meto com prazer, mas hei de conhecer os seus riscos mais cortantes. Uso luvas e cruzo os dedos. Que é que eu posso fazer?

Quem poderá conceber o que é o bom sem conhecer o que é o mal?

Quando as pessoas me perguntam "mas por quê?" eu sou lixeiro e como eu agüento essas coisas de que falo, eu devolvo-lhes a pergunta: quero saber se têm certeza que estão fazendo um serviço mais limpo do que esse para a humanidade, além de sujarem o planeta com as imundícies de sua moralidade?

Há lixo em tudo. Em mim, em você... e você sabe muito bem do que falo. O lixo fermenta e faz nascer outras coisas também! Nem a natureza seria isso sem o seu próprio lixo. São os porcos que fazem as pérolas.

O lixeiro está entregue ao movimento das ruas, às noites de lua e aos vampiros das madrugadas. Vemos o que não queremos, mas os nossos olhos pelo menos são puros...

Dia desses, por exemplo, um cadáver todo torto apareceu lá no aterro. Estava baleado na nuca, como um condenado. Era quase um menino, não fosse um anjo morto. Primeiro rezamos pra melhorar a situação da alma, depois chamamos a polícia pra cuidar do corpo, que nem toda a sujeira perpetrada neste mundo é luxo de nossa alçada.



FERNANDO BONASSI
Com respeito a essa sujeira
Folha de S.Paulo - caderno Ilustrada
São Paulo, terça-feira, 16 de outubro de 2007




Bônus I:

Nesta semana deparei com uma excelente postagem sobre lixo, no blog do Jair Lopes, Um Blog Que Pensa.
Recomendo sua leitura!

Em função disto, resgatei esta postagem (de 17/10/2007), com algumas inclusões baseada nos comentários, do meu antigo blog, Relatos de Viagem e Reflexões, que tem uma visibilidade distorcida quando carregado por outros navegadores diferentes do Internet Explorer da Microsoft, como o FireFox da Mozilla ou o Chrome da Google e outros, razão pela qual migrei do Myblog (Mypage) para o Blogspot (Blogger).




Bônus II:

Ainda sobre remuneração, eis uma pequena transgressão em delírio:

Salários = sal a rios
http://mesdre.blogspot.com/2010/07/salarios-sal-rios.html



domingo, 23 de outubro de 2011

Do forte, fica a ruína!


( fonte: www.salmara.com.br, via mfc )
A fortaleza invade o mar,
toma conta da costa,
em defesa fica a olhar
barcos que vêm de longe... vês?
Esquece que seu maior inimigo
está logo ali a seus pés!
O mar que os lambe e destrói
com o sal que arruína e corrói.
E o que era novo vira antigo.
Enfrentar, vale a aposta?


Bônus I:

Não custa lembrar o valor nas derrotas:
Imortais
http://mesdre.blogspot.com/2010/05/imortais.html




Bônus II:

A ruína é ruim, né? Ela arruína!


"Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína
cristalina
em Teresina"


Cajuína - Caetano Veloso - 4:46
https://www.youtube.com/watch?v=nmd7Nw9KqaE



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Picolé de Abacate


Eu simplesmente ADORO uma "Vitamina de Abacate". A polpa natural da fruta abacate com leite frio ou gelado e um pouco de açúcar, batidos num liqüidificador ou mixer. Acrescentar umas gotinhas de limão enquanto está sendo batido (para não talhar o leite) dá um certo frescor ao sabor e impede o escurecimento da superfície da bebida exposta ao ar por muito tempo (a idéia é beber logo e tudo, assim que ficar pronta). Mas isto é opcional. Prefiro pura. O limão cai bem para disfarçar o gosto forte do leite, se estiver fervido ou de má qualidade. Também pode acrescentar uma ou meia banana ao bater a vitamina; esta combinação é boa e saudável. Ou então adicionar um pouquinho do azulado Licor Parfait-Amour, isto não torna a bebida alcoólica, mas dá um toque todo especial ao seu sabor. Fica tão bom, que em vez de beber, dá até pra mastigar, mergulhando e encharcando pedaços de pão fresco ou torradas na vitamina.

Deliciosa também é a sobremesa "Creme de Abacate". A polpa natural do abacate, batida com creme de leite ou sorvete de creme (baunilha ou vanila), açúcar e gotas de limão, dá uma consistência pastosa de se comer a colheradas. Quando vejo esta opção de sobremesa nos restaurantes, é irresistível: adeus a qualquer dieta ou regime. Se bem que em termos de cremes, gosto mesmo é de "Creme de Papaya". Mamão maduro batido com sorvete de creme, regado com gotas de Licor de Cassis. Se funciona mesmo como um digestivo, como dizem, não tenho certeza, mas serve de ótimo pretexto, principalmente depois de encher a pança numa churrascaria.

O interessante é que o abacate, preparado assim, doce, que eu gosto tanto, causa estranheza em muita gente fora do BrasiL. Noutros lugares da América e da Europa, o abacate é ingrediente para saladas salgadas ou molhos condimentados, como o famoso Guacamole. Quer chocar um colega mexicano ou andino? Fala pra ele que vai comer abacate com açúcar, e verá uma cara de nojo e asco. Algo parecido ocorre com o tomate, no sentido contrário: preferimos tomate em saladas salgadas em vez de sucos adocicados, ainda que com pimenta.

A origem do nome da fruta vem da língua dos antigos Astecas: do awacatl em nahuatl, ficou aguacate em espanhol, e abacate é português (assim como do awacatchi do tupi, que significa "fruta que cheira bem", ficou abacaxi em português). Também dos Astecas derivam as "descobertas" e os nomes de tomatl, tchocoatl e tchicletl (nossos conhecidos tomate, chocolate e chicletes, respectivamente).

Retomando o tema do abacate que eu gosto de tomar, difícil é achar "Sorvete de Abacate". Se não for caseiro ou artesanal, isto é, feitos em casa ou em alguma sorveteria autônoma por iniciativa própria, não encontramos sorvete sabor abacate facilmente. As grandes marcas mais famosas (como Kibon, Nestlé, Yopa, Lá Basque, Brunella, Holandesa, Sottozero, Häagen-Daz, entre outras) só interessam fabricar os sorvetes que vendem mais. Nas sorveterias das regiões Nordeste e Norte do Brasil, onde há uma riqueza de frutas tropicais e diversidade de sabores inimaginaveis pelo resto do país e do mundo, até fazem o de abacate: mas diante de tanta novidade exótica a provar, o sabor abacate acaba ficando em segundo (terceiro, quarto, quinto) plano...

Picolé é suco ou sorvete no palito. Sei de duas marcas no estado de São Paulo que produzem e vendem "Picolé de Abacate": Frutiquello e Rochinha.



Destas, meu "Picolé de Abacate" preferido é o da Frutiquello. Além de mais barato, tem mais pontos de venda aqui na cidade de São Paulo, parecem mais determinados a expandir sua clientela, sem perder a qualidade do produto. Têm também pontos de sorveteria por quilo como atrativo, mas lamento que não façam o "Sorvete de Abacate", só de outros sabores (tem até de jaca, outro dos que gosto muito). Ainda não me deram explicação satisfatória do "porque não"...

Acho "Picolé de Abacate" da Rochinha um tanto caro e um pouco aguado, comparativamente. Menos saboroso, mas serve como alternativa quando o desejo aperta e não tem o outro por perto. Foi meu primeiro "Picolé de Abacate" encontrado na cidade de São Paulo! Teve um gosto todo especial, obviamente.

Descobri um ponto de vendas da Frutos do Cerrado ao acaso, numa galeria da Rua Augusta com Avenida Paulista, bem próximo do local onde trabalho. Quase todo dia que eu podia, ia tomar/provar um picolé de alguma fruta exótica com sabor da minha infância: sisiguela, gabiroba, cajamanga, araticum, fruta-do-conde, etc. Um dia, antes que eu chegasse no de abacate, sumiram com o ponto de lá! Mandei email questionando a atitude de espantosa retração, pouco competitiva em relação aos concorrentes que expandiam, e a resposta foi frustrante: optaram por manter apenas UMA sorveteria na cidade (de 12 milhões de pessoas!)... Nem fui! (agora no site deles, vi que abriram outras, mas também descobri que nem tem de abacate!)

Não é muito comum achar pontos de vendas destas marcas, mas já localizei alguns no caminho de casa... Agora, finalmente, quando pinta aquela vontade, já sei aonde recorrer! Pena que nem sempre tem quando vou: ou acabou (que dizer que não sou o único maluco do pedaço a tomar picolés de abacate) ou está em falta de matéria-prima (escasseia na entre-safra da fruta, que dá quase o ano todo!).

E por todo canto que eu vou, sempre que eu tenho oportunidade, quando vejo um vendedor ambulante de picolés, eu pergunto: "tem Picolé de Abacate?"... Vai que tem, né? Senão, pelo menos pode virar estatística de sabor procurado. Hehehe... Aliás, encorajo você a sempre perguntar o mesmo, endossando e engrossando a "pesquisa"... Quem sabe assim eles (isto é, todas as sorveterias) acabam entendendo que "precisam" fabricar também "Picolé de Abacate"? Seria bom demais!



Bônus:

http://www.sorvetesfrutiquello.com.br/
http://www.sorvetesrochinha.com.br/
http://www.frutosdocerrado.com.br/


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Relação entre pessoas na internet



"O efeito da internet nos relacionamentos pessoais:

aproxima-nos das pessoas que estão longe, e

afasta-nos das pessoas que estão perto!"




terça-feira, 4 de outubro de 2011

Leitura social

(Quero compartilhar aqui uma história que ouvi e que me deixou bastante comovido)


Robson Mendonça foi morador de rua por 6 anos. Segundo ele conta, tornou-se um depois de ter sido seqüestrado e jogado na rua sem dinheiro e documentos, assim ficou e passou necessidades, fome e frio em São Paulo.

Ele não era muito instruído, mas era curioso: gostava ler notícias, revistas e alguns livros com histórias. E para isto procurava a biblioteca municipal a as públicas. Mas quando sentava à mesa para ler, as pessoas que estavam perto se levantavam e se afastavam, por causa da má impressão que ele causava por ser morador de rua, como estava vestido e cheirava, e de todos os seus pertences que era obrigado a carregar aonde fosse, em sacolas ou mochila.

Essa reação das pessoas o incomodava, mas ele entendia. Todavia, não tinha como retirar livros para levar e ler fora da biblioteca, porque a biblioteca exige comprovante de residência para fazer o cadastro, o que um morador de rua obviamente não tem.

Ele decidiu então que se saísse das ruas e melhorasse de vida, faria o que estivesse ao seu alcance para mudar essa condição e tentar dar acesso mais fácil à leitura a outros moradores de rua, situação que ele viveu e conheceu bem. Segundo ele mesmo conta, foi depois de ler A Revolução dos Bichos que ele acreditou que isso seria possível. E foi.

Deixou a condição de morador de rua há mais de 8 anos. Robson Mendonça virou Presidente do Movimento Estadual de População em Situação de Rua. Queria fazer uma biblioteca móvel, uma bicicleta com baú na garupa, com a idéia de oferecer livros pela cidade a quem quisesse ler. Nascia assim a Bicicloteca. E uma fundação/ONG, Instituto de Mobilidade Verde, ajudou-o a tornar esse sonho em algo mais concreto, doando a bicicloteca e alguns livros.


Ele então ia pelo centro, praças e cantos da cidade, oferecendo livros a quem quisesse, não só a moradores de rua, entre bêbados e drogados, mas também a funcionários públicos, de bares e restaurantes, vendedores ambulantes, camelôs, policiais, estudantes, a quem passasse e se interessasse.

A idéia era que os livros retirados circulassem depois entre outros leitores, sem expectativa da devolução. Mas muitos devolviam aqueles, para retirar outros. Dos 4 mil livros que foram distribuídos, houve retorno de mais de 3800 para serem reemprestados. Em média saíam quase 200 livros por dia...

O sucesso da iniciativa e atuação foi tamanho que ele virou foco de várias reportagens. Neste mês, ele foi convidado para participar de um programa de estudantes da TV USP, quando aconteceu um incidente lamentável.

No dia 21 de setembro ele foi entrevistado, e o pessoal do programa quis entrevistar também um pessoal da rua, ver como viviam seus leitores. Depois de entrevistarem algumas pessoas na rua, Robson precisou ir ao banheiro, e pediu para a equipe da TV para olharem a bicicloteca. Quando voltou, ela havia sumido! Roubada, furtada.

Por um breve momento, um bem sem muito valor financeiro, mas de enorme importância para um bem social, foi levado por alguém que nem deve ter consciência disto.

Um vacilo, um excesso de confiança, um descaso, um descuido, um infortúnio. Foi isto que aconteceu. Enquanto Robson foi fazer suas necessidades fisiológicas, acreditou que alguém tomaria conta da bicicloteca. A equipe, que viu naquela hora outra oportunidade de entrevistar um grupo que estava ali adiante, não acreditou que alguém fosse mexer naquela bicicloteca. E um dos entrevistados da rua, sei lá o que pensou, mas deve ter acreditado que com aquilo poderia levantar algum dinheiro...

Robson Mendonça fez cartazes com uma foto do suspeito, cedida pela reportagem, e procura pela cidade se reencontra sua bicicloteca, distribuindo cartazes, fez um apelo na rádio, se alguém vir uma bicicloteca por aí, para entrar em contato. São Paulo é enorme, e seu tempo não...

Seu desespero nem é pelo valor da bicicleta e dos quase 200 livros que foram subtraídos. E sim pelo trabalho nobre interrompido. A alegria que via nos olhos e no coração de quem ficava com um livro para ler. E drogados e bêbados que querem ler, não podem estar neste estado para fazê-lo: têm que parar de beber ou de se drogar, pelo menos enquanto lêem um livro ou outra coisa. Só essa atitude já faz valer e ter sentido o projeto da bicicloteca, além da divulgação e inclusão da cultura nos meios mais carentes da sociedade.

Que achem a bicicloteca! Que outras sejam doadas! Que outros voluntários se comprometam e dediquem a esta simples e nobre proposta! Que Robson Mendonça tenha mais sucesso e sorte no seu empreendimento, desprendimento e dedicação!




Vídeos reportagem:

Ex-morador de rua monta biblioteca móvel para a população carente
http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=ZHOJmWmWrMo


Canal da bicicloteca no YouTube (com mais videos)
http://www.youtube.com/user/bicicloteca#p/a/u/1/h4HAU2KPqdg


Sobre o roubo da bicicloteca no dia 21/Setembro/2011
http://www.youtube.com/watch?v=0u9dL-TG20w



Sites de referência:

Reportagem Folha.com
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/950367-bicicloteca-empresta-livros-para-moradores-de-rua-em-sp.shtml

Sobre o que é o projeto Bicicloteca
http://biciclotecas.wordpress.com/
http://www.biciclo.teca.nom.br/
http://institutomobilidadeverde.wordpress.com/bicicloteca/


sábado, 1 de outubro de 2011

Poesia casada


Dizem que:

"Quando um homem perde a mulher que ama,
ele se torna um poeta.
Quanto a conquista,
ele se torna um marido."


Pensamento do dia... (profundo) n.2366, blog 'Pé de meias...', 15.09.2011


Eis a questão:

O que é melhor?
Ser um poeta sem a musa do lado?
Ou um marido sem poesia na alma?

E a ex-musa=esposa, o que preferia?
Continuar ser sempre a ser conquistada?
Ou seguir sendo amada sem a poesia antiga?


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