"Desconfie de quem diz 'eu sou o bom, eu sou o tal',
e dê crédito a e preste atenção em quem diz 'eu não presto'.
Porque quem diz 'eu sou o cara', é um cara-de-pau, em geral,
e quem diz que 'não vale nada', ou está deprimido ou é honesto!"
"Mestre Buda já dizia: todos e tudo no mundo têm sua função, sua razão de existir, e é útil de alguma forma (ainda que a gente desconheça qual seja essa função). Ele certamente não disse isto com estas palavras e o comentário entre parêntesis é meu. E se por acaso ele não disse assim, deveria ter dito! (rsrs)"
"Se sou um completo
inútil, imprestável, incompetente, falido e fracassado,
uma coisa me conforta:
meu péssimo exemplo pode servir de
um BOM EXEMPLO de como NÃO ser!"
(Mesdre)
Quem sou eu? Eu sou um cara que quer acertar sempre que possível, e ser feliz. Eu sou um trabalhador honesto que quer se dar bem assim, valendo-me de meus méritos e reconhecimento do meu trabalho. Eu queria fazer muito bem o que me cabe, sem me preocupar com todos os problemas. Mas até aí não difere de muita gente... O que acontece, então? Acontece que eu cansei de viver da ilusão de ser feliz. Eu sempre acreditei que, se eu fizesse a minha parte e com atenção, dedicação e consciência, visando sobretudo respeitar as pessoas e prevalecer o bem comum, as coisas e as ações trariam conseqüentemente (bons) resultados... Mas só agora me convenço que essa insistência nesta crença era insanidade minha. Sei quem fui, sei como cheguei até aqui. Se tivesse a chance de recomeçar e fazer tudo diferente. provavelmente eu faria tudo de novo do mesmo jeito, porque é o jeito que aprendi, que entendi como certo, do qual não me arrependo em nada do que fiz, apenas de algumas coisas que deixei de fazer. O que eu não gosto são dos resultados alcançados, e das perspectivas que se desenham... E não sei o que fazer... Se soubesse, já teria feito. Estou perdido, falido, desesperançado, desacorçoado, desiludido... Sem rumo, sem futuro... Cansado de remar contra a maré, de socorrer os outros e de só correr das dificuldades e para as dívidas,,, E canso mais ainda quando vêm me dizer que eu preciso sair da "zona de conforto"! Talvez já tenha passado da hora de parar de só correr, para pedir socorro. Fato: preciso de ajuda financeira, econômica, fiscal, contábil, jurídica, psicológica, terapêutica, médica, mental, etc... E quando não sei o que fazer, penso no que gosto de fazer... Gosto de dirigir carro, gosto de pensar e filosofar, gosto de rir e me divertir, gosto de aprender idiomas, gosto de escrever o que penso, gosto de retransmitir o que sei, gosto de pensar que ajudo pessoas, gosto do céu bonito, de fotografias, de admirar a beleza humana e feminina, de massagens, de conhecer o mundo e o conhecimento, de respeito... Enfim, gosto de muitas coisas, outras tantas que nem listo aqui. Mas isto não me tira da situação atual; ao contrário, me coloca nela, me traz até neste ponto! E se até aqui cheguei, sem dúvida é uma vitória, proeza maior do as de quem ficou antes pelo caminho... Mas uma vitória inglória, cujo prêmio é juntar cacos, e que não valem nada porque serão tomados. Que bela obra de vida!... Que bela herança para se deixar para os filhos!... Um orgulho que é uma vergonha. Que alegria triste!...
"Quando ocorre de se estar entre o 'só corro...' e o 'socorro!' "
Eu já escrevi várias vezes sobre a Fórmula INDY em São Paulo como corrida de rua, o que pode ser conferido em:
Guinada Indy? Indignado!
http://mesdre.blogspot.com.br/2012/04/guinada-indy-indignado.html Bloqueam-se ruas de acesso, importantes para a fluidez do tráfego na região. Tudo fica MAIS complicado do que já é... Eu insisto no meu pensamento que uma cidade com um trânsito caótico como o de São Paulo, que piora a cada mês, NÃO pode abrir uma corrida de automóveis em circuito de ruas! A justificativa de atrair público de fora reforça ainda mais esta argumentação, pois traz mais ingrediente para contribuir na confusão da mobilidade. Sem falar na "engenhosidade" que o pessoal da C.E.T. esbanja ao lidar com o problema... As alternativas não são viáveis, literalmente e praticamente. Que levem todo este potencial atrativo de turismo e (tele)visibilidade para outra cidade que possa conviver e suportar bem isto durante uma semana inteira todo ano! O negócio é não ter que precisar passar por ali para ter que ir resolver seus negócios! E se puder ficar vendo pela TV, a transmissão e a transição entre canais costumam ser opção tranqüila! O que há de bom desta vez é que: 1) não cai no mesmo final de semana das comemorações do dia do trabalhador (primeiro de maio); 2) não tem previsão de chuvas para tumultuar ainda mais tudo; 3) um piloto brasileiro chega nesta etapa como líder na pontuação geral do campeonato!
(fotos de carro F-Indy exposto dentro do Shopping Market Place)
"Sorria!
Sempre,
mesmo se não tiver motivo para isto.
O sorriso é contagiante: se alguém sorrir de volta,
já terá valido à pena!
E poderá fazer você sorrir,
mesmo, de verdade."
Agora que o Papa Bento XVI abdicou (mas não morreu nem foi morto), e os cardeais se reúnem em concílio no Vaticano para elegerem o próximo Sumo Pontífice, um grande filme da década de 60 se torna bem atual. Trata-se do filme "As Sandálias do Pescador", com Anthony Quinn no papel principal, entre outros grandes nomes, realizado em 1968, em plenos tempos da guerra fria.
Conta a história do prisioneiro político 103592R em Lubianka na Sibéria, o russo Kiril Pavlovick Lakota, ex-arcebispo de Lvov, elevado a Cardeal de Santo Atanásio, e depois proclamado eleito Papa Cirilo I.
David Janssen faz o papel do jornalista norte-americando George Faber que descreve muito didaticamente toda a cerimônia e protocolo desde a morte do papa até a sua coroação, ao longo do filme. Nestes tempos atuais, pode ser muito esclarecedor sobre o ritual que se comenta nos noticiários, diante do que estamos e iremos presenciar para a sucessão de Bento XVI.
O filme aproveita cenas externas reais de quando o Papa João XXII morreu em 3 de Junho de 1963 e foi substituído por Paulo VI.
Eu considero o filme quase profético. Por exemplo, em plena época de competição de política, de tensão pelo crescente poderio nuclear e corrida espacial espacial entre Estados Unidos e União Soviética, a história do filme coloca um cardeal russo como líder da Igreja Católica Apostólica Romana, que seria uma coisa inédita haver um papa não italiano depois de quase quatrocentos anos. Isto acabou ocorrendo depois, quando elegeram o Papa João Paulo II, que era polonês (de língua também eslava, como o russo, e de um país que antes era do bloco chamado de Cortina de Ferro, aliados da comunista URSS). No filme, o novo e simplório Papa russo procura quebrar uma série de protocolos e formalidades da engessada e ostentosa Igreja Católica, a ponto de abrir mão da riqueza do Vaticano em favor dos famintos e dos que nada têm. Na realidade, também quase que poderíamos ter tido isto com o Papa João Paulo I, que morreu misteriosamente depois de apenas 33 dias de pontifício. Na cerimônia de coroação, este rejeitou simbolismos de outro e optou por madeira, o que pode ter chocado muitos católicos conservadores. E por fim, na minha opinião o mais ousado e genial, o filme sugere o surgimento de uma nova potência mundial, a China prestes a dominar o mundo e em crise com problemas em alimentar sua imensa população. Mas além do contexto e das interpretações, o filme ainda apresenta cenas de paisagens e tomadas de câmera magistrais.
Também é rico em frases de efeito e pensamentos que levam à reflexão. Nos próximos posts estarei compartilhando 23 frases selecionadas e extraídas do filme. Espero que gostem.*
Primeiro-Ministro Piotr Ilych Kamenev: - O que você aprendeu em 20 anos de confinamento? Kiril Pavlovick Lakota: - "Eu aprendi que, sem algum tipo de amor, o homem murcha, como uma uva em uma videira seca."
Perfeccionista, Preguiçoso, Pensador, Ponderado, Privado, Passado, Presente, Porvir, Palhaço, Pândego, Pindaíba, Paciente, Poliglota, Palpiteiro, Pai por paixão, Paixão pelo Par, Prolixo mas não Pro lixo, Pirado, Potencialidade, Por aí afora e outras Possibilidades...
Meu primeiro blog foi/é o Relatos de Viagem e Reflexões, http://mesdre.myblog.com.br. Como aquele se apresenta distorcido quando acessado com FireFox em vez de InternetExplorer, passarei a postar neste e naquele, e aos poucos trarei algumas postagens de lá para cá.
Certamente, depois da leitura haverá muito mais coisas a serem ditas.
Quem já leu os escritos da Mirian Martin, ou A Senhora, do Caldeirão-da-Bruxa, sabe que seus textos não apenas divertem e são fáceis e gostosos de ler, como também deixam no ar e na gente aquela sensação de delícia ao apreciar uma boa história bem contada.
São contos ou capítulos curtos que se entrelaçam no enredo e em nossa vida cotidiana, mesmo quando o tema por vezes foge ao abstrato e à fantasia para nos surpreender no fim.
Pessoalmente, acho que seu estilo lembra muito a rapidez e inteligência de Luiz Fernando Veríssimo. Poucos conseguem fazer puramente dos diálogos uma forma completa de narrativa! É preciso muita habilidade para isto, ou o talendo e dom natural dos bons escritores.