O CASO DE CAR-RO: mais ficção que a realidade
Rômulo era um rapaz adolescente, com espinhas na cara, barba ainda por nascer, estudante tímido como tantos outros da sua idade, da sua turma e escola, excitado com a aventura incógnita que a vida lhe reserva, ansioso pelas responsabilidades do mundo adulto que aos poucos assumia, e indescritivelmente desejoso dos instantes amorosos que esperava vivenciar a qualquer momento, mas que nunca chegava. Não tinha namoradas, nem tinha com quem ficar, como se dizia entre eles.
Não gostava do seu nome, achava-o romano demais, muito arqueológico e arcaico, do tipo que espantava qualquer mina, principalmente as gostosas pelas quais ele babava. Preferia ser chamado de Romeu, muito mais romântico e apaixonado, como ele acreditava ser.
A "Julieta" deste Romeu era uma menina mais alta que ele, estudava na mesma escola, mas não na mesma classe. Romeu via-a de longe no intervalo do recreio, de prosa e toda fogosa com as colegas e amigas dela. Romeu ficava se roendo de vontade, mas não se aproximava, tinha vergonha. Pensava um monte de coisas pra contar e perguntar, mas não saberia o que dizer... Só de imaginar a situação, a boca secava, dava um nó na garganta e vinha um frio na barriga.
Maria do Carmo era o nome dela, mas todos a chamavam de Carminha. A mocinha era magra, mas longe de ser esquelética, tinha um rostinho cheio e fofo, de pele quase branca contrastada pelos longos cabelos negros e lisos que chegavam até a cintura, e que variava seu modo de usar, ora soltos, ora presos em coque, ora trançados por cima dos ombros.
A puberdade e os hormônios fazem as formas sobressaírem, tanto nela ganhando curvas e volume abaixo do quadril e na frente do peito, quanto nele sob as calças quando admirava aquelas mesmas curvas.
Romeu queria que Carminha fosse sua. Sua amiga, sua namorada, sua professorinha na matéria do amor, ou o que quer que fosse. Achava que estava apaixonado por ela.
Passava o dia todo pensando nela, como se achegar até ela, imaginando diálogos que pudessem ser interessantes e deixá-la interessada. Na saída da escola se apressava afobado para fazer coincidir seus horários e rumo.
Descobriu que ônibus Carminha pegava todos dias para voltar para casa, e Romeu ia para o mesmo ponto de parada de ônibus e lá esperava pacientemente até que o dela passasse e ela embarcasse... Nesse tempo, era o plano, Romeu teria oportunidades para conversar com Carminha.
Carminha era uma garota viva e esperta. Percebeu logo a presença constante do rapazinho e desconfiava de sua intenção. E fazia-se de tonta, dando corda ao jogo de sedução que, no seu entendimento, não teria conseqüências nenhuma. Era mais uma distração para ela enquanto esperava no ponto.
O plano de Romeu começou a dar certo. Não era sempre que coincidia dos dois juntos no ponto. Tinha dia que ela não ia, tomava outro rumo, ia pra casa de uma amiga ou parente, ou o pai ou a mãe vinha buscá-la na frente da escola de carro. Noutros dias era Romeu quem tinha que ficar na biblioteca para fazer trabalho de escola, ou ia para aulas complementares de inglês, música ou esportes. Enfim, esses desencontros faziam cada encontro ser mais emocionante e esperançoso. E assim era.
Começou assim. No ponto, um olhar breve brejeiro de Carminha, e logo um sorriso contido e furtivo de Romeu. Em pouco tempo já trocavam frases soltas e leves, não importa quem tomasse a iniciativa, sobre o clima, algum evento na rua, alguma coisa da escola ou sobre notícias de jornal ou capítulos de novela. Tudo era pretexto, qualquer coisa era assunto. E as conversas pareciam animadas, e eles cada vez menos estranhos um ao outro, apesar de suas esquisitices típicas e próprias da idade.
O tempo foi passando. Romeu e Carminha já até saíam juntos de final de semana, para irem ao cinema ou a uma sorveteria. Com a turma de colegas e algumas vezes até os dois sozinhos, só eles dois. Ficaram mais chegados, conhecidos, quase amigos, mas sem intimidades - ainda, pensava Romeu. Um sonho: Carminha e Romeu; o caso de Car-Ro.
Tudo ia seguindo seu ritmo morno, até que um dia... Ao acaso, um carro.
Bartolomeu era um cinqüentão charmoso, meio fora de forma como tantos outros na sua idade, barba ainda por fazer, profissionalmente bem estabelecido, sem grandes ambições, mas que esperava mais da vida: mais emoção, mais paixão, mais tesão. Essa busca se traduzia no seu olhar, atento a cada movimento das pessoas que cruzam seu caminho. E no seu caminho estava Carminha...
Passando um dia ao acaso de carro em frente ao ponto de ônibus, onde parou com o carro esperando o sinal de trânsito abrir, o olhar de Bartolomeu mirou Carminha, e admirou.
E o que se descreve a seguir transcorreu num breve instante, como que em câmera lenta, tudo ao mesmo tempo, em apenas alguns segundos, segundo consta.
Bartolomeu desejou Carminha. Mediu-a de cima abaixo e de baixo acima, devorando-a com os olhos e imaginação, lembrando de sua experiência com outras mulheres e pensando em como com ela poderia ser diferente e melhor. Refreou esse devaneio excitante quando a varredura visual encontrou os olhos de Carminha fitando em sua direção.
Carminha estava distraída naquele dia e mal prestava atenção na voz de Romeu, que falava quase sem parar... Estava "desligada", com o pensamento longe. De repente, sentiu-se observada, e uma sensação de calafrio. Foi quando olhou na direção do carro que estava parado na rua à sua frente, e viu o motorista lhe dirigia o olhar, de um jeito tão malicioso que sentiu-se despida da cabeça aos pés e dos pés à cabeça.
E então os olhos de Carminha cruzaram os de Bartolomeu. Ela sentiu um frisson, um tremelique interno como nunca havia sentido antes, e gostou. Sabia que aquele homem feito, maduro, a via como mulher que havia dento de si, e não como uma garotinha que deixava de ser menina. Um calor inexplicável emanava de dentro para fora de seu corpo. Neste instante, mesmo com toda gente em volta, só existiam ela e aquele estranho...
O agora falante Romeu notou então que Carminha não lhe ouvia havia alguns minutos, e calou. Percebeu um clima estranho rolando no ar, e engoliu a seco. Situou-se do que estava acontecendo, e não gostou...
Bartolomeu, o cara do carro, via na mocinha de uniforme uma prazerosa aventura.
Carminha, ávida para se descobrir mulher em sua plenitude, via naquele desconhecido homem experiente e vivido a possibilidade de experimentar uma atrevida e picante loucura.
Romeu, atônito e inconformado, via-se diante de uma realidade insana, e rezava desesperado para que nada disto que ele deduzia fosse verdade. Ou tinha que ser fantasia, ou seria uma tremenda injustiça.
Isto não poderia estar acontecendo, na visão romântica de Romeu... Afinal, ele tinha investido seu tempo e dedicação à sua musa. Era ele quem a queria conquistar, ganhando primeiro sua confiança, para que a entrega fosse total no final. Ele sabia quase tudo sobre ela, ocultamente zelava por ela, ele pertencia ao mundo dela...
Agora aparece um tolo barbado sabe-se lá de onde e indo não se sabe pra onde, e ela se encanta toda? E o deixa de lado, no canto? E todos os seus cantos e odes pelos caminhos de Carminha? Que onda é esta?
Será que ela percebia que o marmanjo safado estava a fim de abusar dela? Será que ela não entendia que o velhaco não se interessava quem era Maria do Carmo, e que só enxergava aquele corpo jovem e delicioso por baixo do uniforme dela?
Rômulo não entendia bem, mas sendo homem, no fundo sabia o que o tal homem queria.
Um misto de revolta, raiva, ciúme, impotência, desespero, desamparo, desilusão e desprezo pela ironia e descaminhos que a vida inventa de nos apresentar e impor nas horas que menos esperamos ou desejamos, este era o sentimento que assolava o trêmulo Rômulo, que nesse momento não sabia o que fazer.
O templo fluía por um funil em que se esvaía, angustiante.
E então, a respiração presa é expelida num alívio, sem pressa, e com ela o tempo engrena novamente.
O semáforo se abre, e o trânsito começa a se mover. Uma buzina do carro de trás traz Bartolomeu de volta à realidade, que, por mais que desejasse seria impossível parar seu carro ali, descer e abordar aquela linda e atraente garota. Deixa o impulso e a fantasia de lado, olha para frente e segue adiante, contrariado. A vida vai lhe sorrir mais à frente, pensou, quem sabe?
Romeu vê o carro arrancar. Ufa! Também arranca de seus ombros a sombra de um futuro sombrio e triste. Pelo menos para ele, e também para Carminha, na sua opinião... Mas quem era ele para saber o que é bom ou ruim, certo ou errado? Tão novo, tão jovem, tanto a aprender... e tomara que seja com a sua eterna "Julieta".
E Carminha de repente acorda de um devaneio. Respira fundo e suspira frustrada por estar sempre na linha e nunca pegar o bonde da história. E para onde iria? Pouco importa, desde que seja emocionante e valha a pena. E com quem? Este é outro mero detalhe, porque sabe que nunca haverá alguém à sua altura, esses crianções de qualquer idade que ela saberia dobrar muito bem. Respira novamente, transpira e sua, calminha... Porque Carminha não era de ninguém: a sua vida era só sua!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
POR ACASO DE CAR-RO
domingo, 30 de agosto de 2009
And the osCARD goes to...
Aceitando o convite da Senhora, do blog Caldeirao-da-Bruxa, para participar da brincadeira, vou tentar sacar o cartão vermelho (não aquele meu do banco, de crédito, ou qualquer conta negativa que eu tenha) para cumprir a seguinte regra:
"Cada um deve fazer uma listinha com 10 escolhidos para dar o cartão vermelho. Pode ser uma pessoa, uma atitude, enfim, tudo aquilo que de alguma forma nos incomoda, se quiser e precisar, dê uma justificativa breve. Após fazer isso, passe a bola para mais cinco blogueiros e vamos ver no que dá..."
Então, o cartão (para) ver melho(r) vai para:
1. Falta de consciência coletiva, de agir sem pensar no bem comum, no futuro, na posteriadade
2. Lugares que não dão descontos
3. Contas a pagar (e sem fundos pra isto)
4. Meses sem feriados (ou meses com feriados, mas ter que trabalhar neles)
5. Atendimento desses Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC)
6. Profissionais de suporte que, quando você procura passar todo o problema descrito em detalhes e exemplos e anexos, devolvem uma pergunta ridícula ou banal, pedindo mais coisa ou para repetir em outras o que foi já dito, em vez de lerem e tomarem ciência do problema (talvez pra ganharem tempo?)
7. Ter que repetir tudo de novo, quando o atendente ou profissional de suporte repassa a ligação para outro assumir
8. Sistemas de atendimento telefônico automático, que faz você digitar um monte de números (CPF, número da agência e conta e senha, número do telefone e data de nascimento), para assim que a ligação é transferida para uma pessoa (o atendente), você ter que dizer tudo de novo porque o sistema "não passou" as infomações digitadas (baita perda de tempo e trabalho inútil!)
9. Fumantes (e por extensão, todos os drogados e viciados, esses coitados)
10. Minha bagunça doméstica (quem sabe, quando terminar o efeito suspensivo, eu consiga dar um jeito?)
Ok. Agora dou o passe para os seguintes 5 blogueiros amigos que me visitam e têm coragem de deixar comentários:
Zainer
Mai
Vivian
Erika Freitas
Tossan
Aos que não indiquei, fiquem à vontade para visitar também os blogs dos indicados pelos respectivos links ou entrar no jogo e serem seus próprios juízes do seu juízo. E eu quero de ser avisado quando publicarem sua parte da brincadeira, combinado?
Abraço a todos.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
in Substituíveis
Recebi por email uma historinha dessas motivacionais (não sei quem é o autor), seguida de uma reflexão mais aprofundada, baseada nos argumentos da história. Eis o texto, ao qual depois tecerei meus comentários.
Será mesmo que você é substituível?
"Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: 'ninguém é insubstituível'.
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como? - O encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?
Silêncio.
Ouvi essa estória esses dias contados por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso...
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Albert Einstein? Picasso? Zico?
Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim INsubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar 'seus gaps'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis obsessivo... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Quando o Zacarias dos Trapalhões faleceu, ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
- Estamos todos muitos tristes com a partida de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. 'Ninguém'... pois nosso Zaca é insubstituível.
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... Com toda certeza ninguém te substituirá!"
Eu tenho minhas ressalvas quanto às duas posições.
Dentro de uma empresa, com um conjunto de funcionários, somos todos substituíveis sim, facilmente... Não quer dizer por iguais, talvez uns piores, mas muitas vezes por até melhores (ficamos desatualizados, velhos, cansados, e outros cheios de gana e vontade para ocupar a nossa vaga, a preços menores, pelo menos inicialmente).
Mesmo os citados como insubstituíveis acabam sendo, a seu modo, e relativamente, por outros. Exemplo: Galileu era o ó-do-borogodó! Veio Newton e o desbancou. E este perdeu a banca para Einstein... por enquanto.
Zico, Pelé, Garrincha foram outros ícones e gigantes de seus tempos em campo, mas o tempo passou, e outros ocuparam seus postos... (principalmente porque time é quase como uma empresa) Com seu brilho? Não, certamente. Mas eles admiram Ronaldos, Kaká, Messe, Maradona, Zidane e outros, de tempos depois.
Nas empresas, somos números. Passamos, e elas continuam. Ou são vendidas, falidas, não importa. Somos menos que elas. Muitas empresas têm a cara de seu dono-presidente. Enquanto ele estiver lá, elas são o que são.
Mas concordo que somos únicos! Que temos nossa função, que nos cabe e que faremos da nossa forma, que outros não fariam.
A maioria dos exemplos citados são "pessoas-estrelas", astros em carreira solo, senão assediados e acercados por muitos assessores, parceiros, empresários, advogados, conselheiros... Destacaram dentre outros, pelos seus méritos e características excedentes.
Concordo com a incorporação da idéia de que nossas atitudes podem mudar o mundo, fazer história, deixar sua marca, pro bem ou pro mal.
E que não devemos deixar outros destruírem nossos sonhos. Se nos convencerem que nosso sonho é em vão ou muito irreal, termos a liberdade de sonhar de novo, outros e melhores sonhos!
Acreditar em si é o primeiro passo. Mesmo que muitos marchem ao contrário...
Por falar em substituição e substitutos, agora pra descontrair, minha mãe conta que quando começou a lecionar, houve na capital Belo Horizonte uma reunião estadual de professores, que contou com a presença de Juscelino Kubitscheck, respeitável Presidente da República, que na época era Governador do Estado de Minas Gerais.
Havia uma "professora substituta, do interior", que estava muito tímida sentada num canto da sala. J.K. ao vê-la, foi na direção dela cumprimentar (como fez com várias outras), e ela ficou mais nervosa ainda, e se apresentou deste jeito, meio que gagejando:
- E-eu? E-eu s-sou pro...stitutadointerior...
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Graças ao Português (5)
Tem coisas que somente são possíveis de se deliciar no nosso idioma Português. Há coisas divertidas, engraçadas, e outras inexplicáveis, infames. Por exemplo:
5) com Pai no chão
Não confundir
Viver uma paixão com alguém
com
Viver da compaixão de alguém
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Terra das possibilidades
"A internet é um mundo sem fronteiras!
Portanto, toda precaução é recomendável."
Mesdre
domingo, 9 de agosto de 2009
O Lar au l'air
"Seu lar é qualquer lugar
onde estão as pessoas quem você gosta...
e vice-versa."
Mesdre
segunda-feira, 27 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Lembre-se sempre
"A vida é feita de lembranças.
O que se vive hoje serão as lembranças do futuro.
O sentido e felicidade de agora
é função das lembranças do passado...
boas ou más.
Se possível, você decide o que quer lembrar.
Lembre-se de agir bem hoje
para se tornar boas lembranças amanhã,
suas próprias ou de outros
com quem se relaciona e será lembrado (ou não)."
Mesdre
domingo, 5 de julho de 2009
Aprendendo a escrever
Filhorinhas 6 - É assim que se escreve!
Mais outra contada pela professora do Arthur.
Outro dia (lá pelos idos de Abril de 2002), eles fizeram um trabalhinho em que pegavam a primeira e última letras dos seus nomes e relacionavam outras palavras começadas com essas letras. No caso do Arthur, o A e o R.
A professora tomou o cuidado de dizer às crianças para escreverem as palavras do jeito delas, do jeito que elas achavam que deviam ser escritas as palavras, já que elas ainda não estão alfabetizadas.
Na letra A o Arthur escreveu "AVEUA".
- O que você escreveu aqui, Arthur? - perguntou a professora.
- Águia.
Com sua caneta a professora escreve "águia" logo abaixo a "águia" do Arthur.
Na letra vez da letra R ele escreveu "ST".
- E aqui? - pergunta curiosa, já que não tem S no nome Arthur.
- Rato.
- Mas rato começa com S? - já intrigada.
- Não! Rato começa com R-A e termina com T-O.
- E por que você escreveu desse jeito? - admirada do conhecimento e já suspeitando de uma trapaça.
- Porque você disse que era para escrever do meu jeito! E o meu jeito de escrever "rato" é assim!
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Vital e inevitável
"Ainda que não queiramos ver, aceitar ou compreender,
a vida se renova sempre e a cada dia."
D'alai T