quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

3001 (parte 1 de 2)


Nestas férias eu li.

Sim, nestas férias eu aproveitei para ler um livro inteiro! E não foi um dos livros técnicos ou de idiomas que geralmente leio... Foi um romance de ficção: "3001: A Odisséia Final", de Sir Arthur Charles Clarke (da Editora Nova Fronteira).

Eu me permito aqui tecer alguns comentários sobre o que li, a quem interessar possa.


O livro é uma seqüência de uma série famosa de ficção científica, que começou com "2001: Uma Odisséia no Espaço" (não li o livro, mas vi o Filme de Stanley Kubrick, de 1967), muitos anos depois veio "2010: Odisséia no Espaço II / O Ano que Faremos Contato" (li o livro, de 1981, e vi o filme, de 1983), seguido de "2061: Odisséia no Espaço III" (de 1985, não li nem firmaram), e encerrado com "3001: A Odisséia Final", portanto o quarto e definitivo livro da série (de 1997, sem filme).


2001 foi mais um roteiro do sensacional filme feito (1967) muitos meses antes de enviarem o homem à Lua (1969). Tal capricho, arrojo e seriedade do filme, comparadas às cenas colhidas e divulgadas pela NASA da aventura lunar de seus astronautas, que certas pessoas duvidam que o Homem tenha algum dia saído da órbita terrestre (e o pouso na Lua seria uma tremenda farsa televisiva).

Resumindo, um misterioso monolito preto (um bloco compacto nas perfeitas proporções de 1:4:9, que são números quadráticos exatos e respectivos de 1, 2 e 3) encontrado na Lua, emitindo sinais de rádio como bipes, origina uma missão da Terra a Júpiter numa nave Discovery I controlada por um supercomputador HAL-9000 e dois astronautas, David Bowman e Frank Poole, enquanto o restante da tripulação de três cientistas hibernava durante a viagem. No meio do caminho, HAL fica "doido". Dave e Frank desconfiam do comportamento psicótico do computador e tentam desligá-lo, que percebe a manobra e isola os dois do lado de fora da nave, além de eliminar os que hibernavam. Frank morre no espaço e Dave consegue assumir o controle da nave desativando HAL. Chega a Júpiter e encontra um monolito em órbita como o da Lua mas muito maior. Vai explorar e se transforma numa "criança estelar". Fim. Um monte de perguntas no ar. No início do filme/livro, sugere que na pré-história um outro monolito na Terra tenha induzido o homem-macaco a usar o cérebro para manipular ferramentas...


2010 vem como o segundo livro (curiosidade: no sistema numérico binário, base [2], 001=1 e 010=2) para explicar muita coisa em aberto de 2001, enriquecido de dados "recentes" obtidos das sondas espaciais Voyager I e II.

Nove anos depois do "fracasso" da missão Discovery I (pois com o computador silenciado e o "sumiço" de Dave, ninguém na Terra sabia o que tinha havido), uma outra missão conjunta entre EUA e Rússia chega a Júpiter para reativar HAL e descobrir o que deu errado. No caminho descobrem que a China partiu com uma nave à frente (omitida no filme), mas ficaram no misterioso satélite Europa (oceânico gelado e com indícios de seres vivos clorofílicos). Enquanto o criador de HAL, Dr. Chandra, tenta religá-lo sem serem eliminados, Dr. Floyd tenta comandar a missão, quando recebe uma mensagem do que se transformou Dave, mandando escaparam urgente dali pois Júpiter iria se transformar num minissol, Lúcifer. E enquanto todos se maravilham com o milagre ocorrido, a Terra recebia a última mensagem do monolito via HAL: podem explorar todos estes novos mundos, mas nem pousem em Europa.


2061 pretendia ser um livro intermediário para contar os avanços futuros da humanidade com base nos novos dados da sonda Galileo (que atrasaram). Então ficou sendo apenas um ensaio de futurologia ao gostinho temperado com a próxima aproximação do cometa Halley.


Enfim faz-se a terceira geração da odisséia de 2001, esperando encerrar com chave de ouro a epopéia futurística.

Em 3001, reaparece o corpo morto, congelado e preservado de Frank, "achado" por astrônomos da Terra e resgatado por um caçador de cometas que "redistribuía" gelo espacial para Mercúrio e Vênus se terratransformarem. Revivido depois de um milênio, aprende a se adaptar aos progressos incríveis da humanidade, tratado com reverência e privilágios de uma peça de museu viva. Vai para Ganimedes e pousa em Europa, habitado por novos seres, para reestabelecer contato com Dave ao lado de outro gigantesco monolito que lá havia, como uma muralha negra de 2 km. Depois de algum tempo, este fofoca uma mensagem aterradora e uma comissão de terráqueos decide sabotar o monolito e o que ele representa. O livro termina com o autor referenciando e agradecendo idéias usadas nos capítulos.


[ Meus e mais comentários sobre 3001 seguem no próximo post, parte 2 de 2 ]


( desenhado por AndreM, na década de 80, um legítimo "guarda-sol" rsrs )


4 comentários:

Jaqueline Köhn disse...

Vou ser sincera:

Eu gostei mesmo foi da criatividade no desenho, muito legal!

Marla Freire disse...

Gostei!

Eu, a Vanessa Marques disse...

adorei o desenho

e os comentários tecidos sobre o livro me deixaram curiosa para saber mais

até acho q procurarei o livro

bom, bju pra vc

http://qrolecionar.blogspot.com

Carmem Rubim disse...

Bom Dia Andre
Obrigada por tua visita.
Achei interessante a estória contada no livro.
As imagens, textos, trocadilhos e desenhos do teu blog são excelentes!
Bom final de semana.
Abraço

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