segunda-feira, 12 de abril de 2010

Desbravadores Admiráveis (2)


Cabeza de Vaca - Origem e América do Norte


A família se tornou nobre quando um camponês encontrou uma passagem nas montanhas e sinalizou o local com o crânio de uma cabeça de vaca. Isto permitiu os exércitos de Castela, Aragão e Navarra avançarem (ou baterem em retirada), em 1212, e o reconhecimento real pela providencial contribuição durante a luta entre reinos cristãos e muçulmanos invasores na Península Ibérica.


Algumas incertezas quanto às datas e locais de seu nascimento e morte, mas podemos dizer que Álvar Nuñez Cabeza de Vaca nasceu em Sevilha (ou Jerez de la Frontera) no ano do descobrimento das Américas, em 1492.

Foi um jovem devoto católico e valoroso soldado: lutou na Itália e liderou a defesa heróica de um dos portais da cidade de Sevilha.

Em 1527, com 35 anos, Álvar Nuñez embarcou como tesoureiro numa expedição de Pánfilo de Narváez, com intuito de explorar a Flórida - entenda: trazer riquezas e escravizar índios nativos.

A frota espanhola de 5 navios e 600 homens sofreu vários naufrágios depois de atravessar o oceano Atlântico. Sobreviveu, foi escravizado pelos índios, passou fome, frio, tentou fugir várias vezes, teve outros naufrágios nas tentativas e caía escravo novamente. Acabou encontrando outros 3 sobreviventes da expedição original naufragada, em situação tão deplorável quanto à sua.

Depois de 3 anos assim, um golpe de sorte (ou de fé) mudou sua condição. Sua oração "curou" um índio desenganado pelo pajé curandeiro da tribo. Isto se repetiu outras vezes e, segundo conta, ganhou admiração e respeito dos índios, de diferentes tribos.

Iniciou uma perigrinação rumo ao oeste, nu e descalço. Foi o primeiro homem branco a atravessar o Rio Grande (nos EUA) até chegar na costa do Pacífico. De lá rumou para sul/sudeste. Nesse trajeto, a fama o precedia, e por onde ia, passava a ser seguido por centenas, milhares de nativos.

Em meio à insanidade, loucura, excesso de fé e pajelância ou xamantistmo, este peregrino perdido e determinado percorreu ao longo de 10 anos mais de 18 mil quilômetros a pé, até chegar à Cidade do México, nessa altura já conquistada e colonizada por espanhóis, para finalmente ser resgatado com seus 3 amigos pela civilização que conhecia. Regressou à Espanha e recuperou-se.

Não pense que a história dele terminou por aqui. Isto foi só o primeiro capítulo. (rsrs)

[ ... Continua ... ]

Um comentário:

tossan disse...

Estou acompanhado e gostando...Abraço

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