sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Explosões ou soluções?

(Este texto é um exemplo prático e conseqüente do que foi dito no post anterior, Como Amanhecer.)


Vou contar algo que me aconteceu estes dias.

Deixo meu carro num estacionamento quando vou ao trabalho. Outro dia: no final do expediente, depois de um dia cheio de problemas para resolver e muita

pressão pra isto ocorrer logo, ou seja, um dia "normal" de trabalho muito estressante, sou premiado com um telefonema de alguém ligando do estacionamento:

- "ô, chefia, acabou de acontecer uma coisa que nunca ocorreu antes... Seu carro ficou trancado com a chave dentro!"

Bem imagina o que se sente nesta hora... Sem chave reserva à mão, justo na hora de ir embora pra casa, com suas outras coisas todas "presas" dentro do carro.

A maioria das pessoas "estouraria" nessa hora. Uma explosão de raiva e de indignação pela impotência diante da situação. E eu pergunto: "resolve?".

O que fazer numa hora dessas?

Esbravejar, gritar com o funcionário, soltar os cachorros e humilhar os outros, iria abrir a porta? Não! Isto só iria deixar todo mundo mais irritado ainda.

Eu penso que é melhor achar soluções do que buscar culpados.

Poderíamos chamar um chaveiro, que talvez demorasse a vir e cobrasse caro. Outra possibilidade seria eu buscar a chave reserva em casa, que ficava longe.

Optei por deixar o carro pernoitar no estacionamento, e ir embora de metrô e de táxi. Serviria também para espairecer ao fazer um caminho e modo de voltar pra casa diferentes e fora da rotina. No fim, revelou-se até mais econômico do que se chamasse um chaveiro.

O comportamento estranho do carro repetiu outras vezes, travando sozinho, com ou sem a chave dentro, o que me levou a procurar uma oficina elétrica para verificar e sanar o problema. Resultado: Uma engrenagem de plástico com um dente quebrado justificou o mistério.


( foto: interior da trava elétrica desmontada com engrenagem de dente quebrado / por: AndreM )



Conclusão:
não deixe que a sua "engrenagem" deixe de funcionar por causa de "dentes quebrados" de outras.



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Como amanhecer



( desenho: Sol ao amanhecer no horizonte / de: AndreM )

Todos os dias quando você acorda, tem a opção de pular da cama, ligar o modo automático e sair fazendo as coisas que precisam ser feitas. Ou de preguiçar-se longamente e pensar no dia que terá pela frente.

Não precisa ser exatamente quando acordar. É claro que você pode "parar" a qualquer momento para pensar no que lhe aguarda ou nos seus planos. Pode ser durante o café-da-manhã, enquanto se apronta no banheiro, ou pondo-se a caminho de algum lugar (de carro, transporte coletivo, avião ou até a pé), ou durante as pausas para refeição.

Qualquer oportunidade serve, o que importa é a consciência. Ou seja, sair do modo "robozinho" e ter noção pensante da sua realidade.

Mas é bom que seja antes de começar seu dia pra valer, de encontrar as pessoas com quem deve se relacionar de alguma forma, em casa: na escola, no trabalho, chefes, colegas, clientes, e até familiares. Isto vai ser determinante no sucesso, no jeito de interagir com eles, e no seu estado de espírito no restante do dia.

Porque é daí que virá a empatia, simpatia ou antipatia que os outros sentirão por você, e vice-versa. É uma "troca de energia". É dali que decorre a sua sensação de felicidade.

Assim, não importa os problemas que você pensa que tem, não importa quão grandes eles lhe pareçam... Deixe-os do lado de fora.

Pois o mundo não se interessa por seus problemas... Ele já tem os dele! E são muitos. As pessoas já têm os delas. Os seus, por maiores que eles se apresentem, são nada. Mesmo que seja difícil de aceitar isto, mas a verdade é que tão logo você morra: eles desaparecem (pelo menos, para você rsrs).

Inverta a linha de tendência: não espere acontecer, faça acontecer, aconteça! Que parta de você a iniciativa para sua vida ser melhor!

Encha-se de um sorriso, e adentre no recinto, trazendo de carona uma aura de boa-vontade. O sorriso contagia pra melhor, e não custa nada!

Foque-se no que está para fazer, no que estiver fazendo, e nas pessoas com quem conversa. Dar atenção é bom, todo mundo gosta de pessoas atenciosas. Menos os invejosos, é claro.

Não espere que parta delas ou do mundo exterior a oportunidade de melhorar seu dia e o dos outros. Você é o centro do seu Universo e o seu próprio ponto de partida.

Tudo o que fizer bem e de bom, terá retorno, mais cedo ou mais tarde. O único detalhe é que nem sempre (quase nunca) é do jeito que você pensa.

Então, deixe a preocupação de lado e a tristeza de fora, e apenas sinta e aproveite o momento.

Porque este é o que você tem, este é o que está vivendo, este é o seu presente. Seu futuro será conseqüência.

Seja feliz, e boa sorte em seu destino!


"Ocupe-se.
Ocupar-se com certa preocupação é bom,
mas não precisa se pré-ocupar desnecessariamente,
nem se pré-culpar."


Mesdre

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Defesa agressiva


Ele se dizia "feliz", apenas. E eu digo: "feliz, por ter sobrevivido a uma defesa agressiva". Mas como pode ser uma "defesa agressiva"? Não seria o ataque que agride?

Estamos falando de Fórmula 1, do GP da Hungria, corrida ocorrida neste último domingo, dia 01/08/2010 .

No palco das atenções, à frente temos o heptacampeão Michael Schumacher, piloto da equipe Mercedes, ocupando a décima posição. Ao seu encalço vem Rubens Barrichello, piloto da equipe Williams, que passou pelos boxes para trocar os pneus do carro. Com pneus novos e macios num carro muito mais equilibrado, chega rapidamente perto do adversário na pista e desafeto de alguns anos, seu ex-companheiro de equipe na Ferrari, por quem teve que ceder muitas vezes. Havia um quê de eletricidade no ar, anunciando fortes emoções no que se seguiria.

Faltando 6 voltas para terminar a corrida, depois de já ter reclamado por rádio de algum comportamento anormal na maneira de conduzir o carro que vai a sua frente, Barrichello toma embalo e executa uma manobra de ultrapassagem na reta diante dos boxes. O que se vê na seqüência é lamentável...

Schumacher, decidido a fazer de tudo para impedir, muda de direção e leva seu carro cada vez mais para a direita, "empurrando" Barrichello, que estava do seu lado, inteiramente para fora da pista que, neste trecho, era muito larga. As fotos da cena, abaixo, não deixam mentir: a faixa branca demarca o limite da pista
(veja setas amarelas).

Pois Barrichello, decente e leal que é, se afastava do outro carro para evitar um toque e possível acidente de conseqüências imprevisíveis, enquanto o alemão não parecia preocupado com isto e contava com a desistência do brasileiro.

Acontece que do lado de fora da pista tinha um muro de concreto
(veja setas vermelhas)!! E por muito pouco mesmo (questão de centímetros), o carro de Rubens não toca na parede, com conseqüências previsivelmente desastrosas e possivelmente fatais, por causa da falta de espaço intencional deixada por Michael.


Uma manobra arriscada e desnecessária, até malvada. Sim, porque em termos de resultados, era uma disputa por apenas UM pontinho só, pela última posição que pontuava... Não se estava decidindo uma corrida, nem um campeonato. Foi apenas uma batalha de egos.

Do ponto de vista técnico, o carro de trás era mais rápido, não faria muito sentido segurar com jogo sujo.

Do ponto de vista ético, dentro de condições semelhantes, Schumacher não agiu da mesma maneira aguerrida quando os que vinham lhe ultrapassar eram outros alemães, como Nico Rosberg, Sebastian Vettel, Adrian Sutil e Nico Hulkenberg, mesmo estando em escuderias teoricamente inferiores (entre elas, outra Williams)... Nestas horas, o ego do heptacampeão mundial não se ofendeu por ter sido superado pela nova geração de seu país.

Bem, ao escapar deste quase acidente que por muita perícia e sorte não ocorreu, assim que tomou fôlego Rubens pede por rádio a desclassificação (bandeira preta) de Michael. Embora merecida e para ser exemplar, isto não aconteceu; os comissários preferiram punir o alemão só com a perda de 10 posições no grid de largada na próxima corrida e aplicar uma multa simbólica. Saiu barato pro esporte e pro piloto...

Pior foram as declarações de Michael Schumacher nas entrevistas após a corrida. Ele basicamente disse que o outro "tinha espaço suficiente para passar, tanto que passou, que todos conhecem Rubens e sabem o que ele vai dizer (=reclamar), exageradamente", quando indagado sobre sua atitude.

Já Rubens Barrichello, visivelmente indignado, foi mais político. Declarava-se "feliz, que passaria de qualquer forma, que já cedeu muito e se arrependeu disto e que isto já ficou no passado, mas que nesta ultrapassagem ele não precisava fazer o que fez", deixou para os comissários e quem vê TV tirarem suas conclusões.

Sim, feliz por ter lavado a alma, mostrado seu valor, uma semana depois de outro piloto brasileiro ter decepcionado a nação (a despeito do que venha a justificar ou dizer depois, sua atitude passada contrariará tudo). Mas na verdade, ele estava era aliviado! Foi um susto e tanto.

Tanto que, dias mais tarde, talvez porque viu a reprise da cena pela TV, Schumacher admitiu em seu site oficial "que a sua defesa havia sido dura demais, e que não era sua intenção jogar ninguém contra o muro, e desculpou-se caso Rubens tenha se sentido colocado em perigo", segundo informou o jornal A Folha de S.Paulo.

Ou seja, Michael finalmente viu a grande besteira que quase fez. E daí sim, eu acredito que Rubens tenha ficado bastante feliz e viveu para ler isso.


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sábias palavras?


"Em geral, soam como tais.
Se são sábias, são com sais:
dissolvem-se em águas alheias
assim que entram pelas orelhas."


Mesdre

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Salários = sal a rios


Remuneração:
pagamento
por algum esforço.
Retire o salário,
e atire sal ao rio.
Eu remo e remo...
Ação pra lugar nenhum.
Eu temo e torço.
E, no fim, lamento:
o dinheiro foi-se!
Passaram-lhe a foice...
Meu salário
não dá conta
de pagar
minhas contas!
Dê-me dois!
Neste cenário,
melhor virar
salafrário
ou mercenário...
Pois... (Ah, sei lá, eu...)
Sóbrio, só rio:
à mercê de Deus.
Depois eu conto
no que deu...
E ponto.
Merci, adeus.


domingo, 25 de julho de 2010

Ensaio sobre a paciência


"Se rezo por paciência,
Deus me dá um monte de oportunidades para exercê-la,
nunca um estoque dela.
Se peço dias melhores,
as sombras de mais dias cinzentos
nos fazem enxergar a claridade nas menores frestas."


Mesdre


Quando eu tinha 10 anos, passei a ir ao dentista com freqüência, porque tive que colocar aparelho ortodôntico (para "consertar" os dentes tortos). Foi a minha época de "sorriso blindado".

No consultório do dentista o atendimento era por ordem de chegada, e a espera era lonnnga. Muitas vezes passava umas duas horas ou mais, na sala de espera.

Sobre isto pode imaginar como se sente um pré-adolescente confinado por horas numa sala sem poder ir embora ou fazer algo mais lúdico... Eu posso dizer que foi ali que aprendi a ler e gostar das histórias de Asterix e Obelix, que vinha numa página em quadrinhos no final de uma das revistas deixadas na sala de espera justamente para o pessoal se distrair enquanto não chega sua vez ou para disfarçar o medo.

Mas o que mais aprendi nessas esperas foi... a ter PACIÊNCIA! A não se angustiar diante do inevitável.... A não ficar ansioso pela perda de tempo nessas situações que exigem paciência... A não se desesperar pelo que poderia ser diferente ou já.

O "logo" passou a fazer sentido. Eu passei a ser boa companhia a mim mesmo. Eu passei a saber ouvir mais a mim e conversar mais com meus pensamentos. Sobretudo, a buscar achar utilidade e propósito no que aparenta ser um imenso desperdício de tempo... E a me acostumar a isto, sem despertar guerras internas ou contra inocentes só pra descarregar minha impaciência e intolerância... Sem sentir raiva ou desconsolo pela situação de impotência diante do inevitável.

Isto é ser paciente!

Paciência não é só uma atitude ou comportamento manso diante da espera. A paciência não é apenas uma virtude dos esperançosos. Não se pode confundir Paciência com Esperança! Mas é certo e inegável que estão ligadas.

A Esperança pode estar além da realidade. Quem tem esperança, tem fé, quer que assim aconteça, mesmo sabendo que pode nem acontecer durante sua existência.

A Paciência tem um objetivo. Quem é paciente espera que algo aconteça, senão logo, o será em breve. É uma espera que tem um fim, ou será o seu fim.

Existe uma finalidade na Paciência. E uma utopia idealista na Esperança.

Por isto, quem é tratado de alguma doença, é chamado de paciente. Ele espera pela sua cura. Ou morre.

Já o esperançoso acredita no ideal, naquilo que tem que ser. Pode até sucumbir durante a espera, mas sua esperança não morre, se perpetua.

Já me disseram que sou MUITO paciente. Alguns me acham acomodado. Talvez porque aprendi bem a saber esperar.

Isto é verdade, desde que eu saiba porque ou pelo que estou esperando.

E aquela ligação vem justamente daí: quando se perde a esperança de alcançar um objetivo perseguido pacientemente, também se perde a paciência, até o mais paciente dos guerreiros.

Sim, porque podemos comparar Arte de Esperar, com a Arte da Guerra. Pois todo bom guerreiro precisa saber aonde quer chegar, o que precisa vencer, o quanto tem que esperar para atacar, e quando bater em retirada seja para se municiar, seja para se recuperar ou se reestabelecer, seja para buscar um melhor ponto de observação recuado e obter melhor visão panorâmica do campo de batalha.

O guerreiro vence com a Arte da Guerra. A GUERRA=MORTE. Enfim, a Terra morre...

O paciente é consciente da Ciência da Paz. A PAZ=CIÊNCIA! Enfim, viva Paciência!




Referências: (não deixe de ler!)

1) Sobre a paciência de um guerreiro e que se passa em sua alma, encante-se com:
Sonho + menina = guerreiro, TReMuSDaMiVi, em 25/07/2010

2) Achei ótimo o ensaio paralelo agarrando-se a partir do jeito de jogar do genial e inocente Garrincha nas partidas em que não jogava, mas apenas ensaiava jogar para a alegria de simplesmente brincar com a bola. Bem bolado! Veja Mai em:
Dribles no Estresse Cotidiano, Inspirar-Poesia, em 24/03/2009

3) Um tipo de oração, para se aprender a ter paciência:
Coisas Acontecem, Mesdre, em 31/01/2009

4) Uma tese (infame) sobre (p)a_ciência:
Isto é má temática (1), Fama inFame, em 29/03/2009

5) E na caixa de ferramentas de mentes científicas, confira o que faltava em:
Cientificamente cavando mentes com pá, Fama inFame, em 25/07/2010


quinta-feira, 22 de julho de 2010

a sorte do destino X o destino da sorte


A sorte do Destino
versus
O destino da Sorte


Ou você acredita em Destino (=predestinação)
ou você acredita em
Sorte (=acaso)...

As
escolhas correm pela raia do lado:
se o destino já está traçado, pouco importa sua escolha;
se é o acaso que impera, qualquer sorte ajuda.

E onde fica nosso controle sobre a vida?
Eu diria que as VÁRIAS possibilidades que se apresentam
podem até estar pré-estabelecidas,
mas com as nossas escolhas e uma dose da tal sorte,
você acaba vivendo o seu destino
(não necessariamente capaz de ter controle sobre ele).
Eu imagino isto como uma foz de rio às avessas

E quanto temos controle sobre a vida?
Bem, seria a cada bifurcação.
Ao contrário de um rio, que desde sua nascente
vai se formando à medida que se junta a outro braço
que vem de nascente que percorreu outro leito até ali,
nossa vida vai se formando a cada derivação de nosso caminho,
a cada ponto de decisão onde aparecem possibilidades (bifurcação).

Os rios vão crescendo na medida que se juntam a outros;
a gente vai evoluindo a cada rumo traçado a todo momento.

Mas todos os rios terminarão no mar...
Onde exatamente? Pode até ser um mistério, porém basta seguir a correnteza.
E todas as vidas terminarão na morte...
Onde exatamente? Depende do lado do rio que você virou seu "barco",
ou seja, a cada decisão ou pela força da "correnteza".

Eita, vida bandida!
Se a vida é bandida, temos que ser os heróis?
Provavelmente!
Prova+vel+mente...
Você prova isto com a mente?
Ou mente para provar isto?
Qual o véu que encobre a prova e a mente?

Perguntas dificeis que não sei as respostas...
Talvez isto desenvolvesse uma "conversa inteligente",
um papo um tanto cabeça, mas o coração não deixa...
Quem disse que deveria ser uma conversa inteligente?
Conversas são simplemente conversas, trocas...
Trocas de fluidos mentais ou digitais (no caso de teclas),
vertendo e transbordando fluidos,
inflamados ou em flamas,
ou invertendo e infamando os sentidos,
semi-conversas com versos ou sem, e vice-versa.



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Para aqueles que pensam em parar de fumar



Conta quantos que fumam
e quantos não fumam...

Nada contra os que fumam,
mas... a fumaça
é como cachaça:
quem gosta,
pensa que não vicia,
porém é uma bosta!

Agora me faça
o favor, meu bem,
e me conta
como vai sua contagem
de dias contra
o mal que se encontra
na escondido na fumaça?




terça-feira, 20 de julho de 2010

Algumas verdades sobre as mentiras


"Ela não contava mentiras... Ela inventada verdades."

de algum blog que vi, li, gostei e ainda vou referenciar aqui


"Não se pode mudar o Passado... Para isto existe a mentira!"

das tirinhas do Garfield


"Não menti... Apenas dei uma 'desinformação seletiva'."

dos desenhos animados do Ben 10


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vou...ando


"Dizem que 'o tempo voa'...
Que bom que o tempo voa!
Desde que saibamos pegar carona nas asas dele...
E junto com as asas da imaginação,
a gente pode ir longe!
Voar é bom ? É, sim.
É preciso saber deixar-se levar...
E aproveitar as viagens do tempo...
Difícil é saber quem deixar na direção :
se a loucura ou o amor...
já que os outros não sabem dirigir enquanto voam!
Nem sempre o amor é quem melhor nos orienta...
Não é questão de ser melhor (isto nem se sabe,
depende muito das conseqüências)
Às vezes, mesmo no amor,
a loucura se faz necessária!"


Mesdre


sábado, 3 de julho de 2010

Cheiro muito louco



CHEIRO LOUCO

"Oh, minha flor,
o teu odor
me enternece,
entorpece,
me enlouquece.
E quando anoitece,
minha mente
constantemente
entristece
longe de ti.
Saio por aí,
tentando
esquecer,
evitando
sofrer...
como se possível fosse!
Mas isso vai acabar
quando eu para ti voltar
e puder te cheirar
docemente,
sem ciência,
inspirar
simplesmente,
a tua essência.
Doce
perfume,
ciúme
do cume
da montanha
tamanha
do futuro.
Cheiro puro,
bom como o ar!
É bom sentir,
e sonhar,
sumir,
aceitar...
És o retorno,
sem contorno,
à infância,
diversão,
alegria
no coração,
oh, sadia
fragrância!
Suor de Afrodite,
não imites
o sabor
da flor
do amor,
pois
esta
para mim
é pouco,
acredite.
Teu cheiro louco,
sim,
é o fim
do depois
da festa."



André Martin (em 1983)





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