sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

QUASE (2)



"Tem certas ocasiões na sua vida,
que ela é QUASE perfeita,
exceto por um pequeno detalhe...

Muitas vezes é um detalhe só, e mínimo,
insignificante diante de todas as outras coisas,
mas extremamente importante
para você, mais que pros outros.

Então, o que tudo poderia ser uma felicidade,
por causa desse pequeno detalhe,
que se põe diante de todas as outras coisas,
e você acha que é infeliz.

Não é questão de 'ser (infeliz)',
é questão de 'se achar (infeliz)'.

E isto, quando domina seu pensar,
pode determinar e mudar muitas coisas:
atitudes, ânimos, motivações, modo de vida, saúde,
interação e relacionamentos,
no trabalho e no amor,
entre amigos e familiares...

A solução paliativa para isto,
antes que o tempo possa agir,
é pensar mais nos outros pontos todos (de felicidade),
e minimizar a importância daquele 'detalhe'
(que só lhe diz respeito e a mais ninguém)."


Mesdre


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

QUASE (1)



"Quando tudo parece estar em paz e harmonia,
o ser humano,
inquieto e insatisfeito por natureza,
dá um jeito de
interferir e por tudo a perder
(='esmerdear' tudo)."


Rovilson Martins (em 09/2005)


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Que venha 2012 !


Neste ano novo,
Renovo meus votos e
Desejo a você
Os "5 'S's" !


Esses 5 "ésses" são estes:

+ S a ú d e
+ S o r t e
+ S e x o * *
+ S u c e s s o
+ $ a c o s c h e i o s d e d i n h e i r o



* * se não gosta ou não pode ("menordidade"), substituir por:

+ S o r r i s o s


FELIZ 2 0 1 2 !




Bônus


2012 ~~ 5015 ~~ SOIS ~~ sóis ~~ $oi$ ~~ oi,$$ !


"A voz e a vez de 2012, sois vós!"

Mesdre


domingo, 25 de dezembro de 2011

Mãe sabe das coisas (6)


Motivo de meu orgulho e admiração,
a professora Dona Luzia finalmente resolveu,
talvez inspirada nos seus transcritos aqui,
aderir ao blog, para registrar alguns
pensamentos, vivências e experiências.

Quem quiser consultar, ler, aderir e comentar, visite:



Feliz... idade!

http://luziafelizidade.blogspot.com



Boa sorte!
2012 certamente será melhor!




Bônus:

Mãe sabe das coisas (7)

Mãe sabe das coisas (5)

Mãe sabe das coisas (4)

Mãe sabe das coisas (3)

Mãe sabe das coisas (2)

Mãe sabe das coisas (1)


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Natal = Festa do Papai Noel ? (2)


No ano passado, por esta ocasião do Natal e Ano Novo, publiquei um post que, na minha opinião, o texto ainda faz todo o sentido!
Por isto tomo a liberdade de republicar, com as devidas atualizações:




É Natal!Data festiva. Período de reflexão.

Olhe bem em sua volta.
Veja nas revistas, nos jornais, na televisão.
Repare a decoração de Natal. Nas casas, nas ruas, nas lojas.

Se você mora em São Paulo, não deixe de ver os enfeites, arranjos e fachadas ao longo de toda a Avenida Paulista e entornos. E por toda a cidade...

Tudo gira em torno do bom velhinho, o Papai Noel. As cores predominantes são o vermelho e branco, que remetem à sua fantasia. Os temas de fundo são árvores de natal (pinheirinhos), fábricas de brinquedos, gnomos e anõezinhos ajudantes do Polo Norte, renas, trenós, imitações de neve e roupas quentes...

Nada que "combina" nem com a época do verão tropical que vivemos no hemisfério sul, nem com a essência do Natal de todas as épocas.

O Natal se transformou na Festa do Papai Noel. E não deveria!...

A celebração, que era em nome do Filho (menino Jesus), agora é em nome do pai (Noel).

Raramente* se vê como enfeite ou decoração um presépio, que simboliza o nascimento de Jesus - daí o nome Natal! E não é decoração, é de coração!



(foto de um presépio em prata no cristal, por AndréM)
(* = neste ano observei mais presépios pela cidade e lojas do que em vezes anteriores)


A festa é justificável. Afinal, é um aniversário que se comemora.

E a troca de presentes entre as pessoas presentes, também. Pois o aniversariante não está presente fisicamente, e em sua memória agradam-se uns aos outros.

Daí pairar o tal "espírito de Natal", porque em vez de dar presentes materiais, doa-se bondade, extensível a quem puder.

É tempo de se alegrar, perdoar, envolver, devolver, de caridade, de cara e coragem, de qualquer idade.

Quando for desejar um "Feliz Natal!" neste ano, queira dizer "Feliz Aniversário, menino Jesus! Parabéns pelos 2011 anos! Que a festa seja boa e alegre! E que vivamos 2012 melhor ainda! Com muita paz e saúde!".


Estes são os votos mesdrianos para vocês, amigos leitores:


FELIZ NATAL EM 2011,
E QUE 2012 VALHA A PENA!
SEJAM FELIZES E ESTEJAM ALEGRES!
AMEM!
AMÉM.




Bônus:

Infames:

iPad e outra coisa, de presente de Natal
http://famainfame.blogspot.com/2011/12/quantos-presentes.html


Perguntinha pro Papai Noel (Ho-Ho-Ho-Ho)
http://famainfame.blogspot.com/2011/12/Perguntinha-pro-papai-noel-ho-ho-ho-ho.html

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mãe sabe das coisas (5)


"Mãe sabe das coisas 5


"Seja como um rio!

O rio surge calmo e suave em sua nascente, e vai seguindo seu caminho.

À medida que se desenvolve, ao longo do trajeto, vai aprendendo a conhecer seu leito e margens, a geografia, o clima, os desvios e os acidentes de percurso, sem ficar revivendo momentos.

Sempre uma aventura e uma experiência mais adiante, em seqüência, a cada instante.

E vai colecionando afluentes, outros rios que passam a fazer parte de sua vida (e a sua na deles!).

Mesmo que na superfície um rio pareça sereno e tranqüilo, suas águas podem ser revoltas e com correntezas por debaixo, junto ao leito, arrastando pedras, areias, troncos, promovendo transformações, abrindo serras e rasgando vales.

Mesmo que um rio pareça turvo e com águas escuras ou barrentas e sujas, há vida em seu interior: peixes, de várias espécies e tamanhos, e plantas, das mais diversas, e que se nutrem do rio.

O rio irriga e rega tudo por onde passa, abriga e sustenta as populações ribeirinhas.

E até quando este transborda e a destrói, não é culpa do rio, mas de quem se acomodou ali, em suas margens, ao seu redor e entorno.

Ao contrário, é nas enchentes que leva novo panorama além de suas fronteiras.

O rio assume sua existência e avança enquanto segue, convivendo com outros e com o dia-a-dia, por mais imprevisível que seja, não resiste, flui.

Então vem a foz. E o que acontece quando o rio chega na foz? O mar o engole. E pronto: acabou, cumpriu seu papel, sua função....

E o que tem depois? Não é mais rio. É apenas o mar, destino final de todos os rios.

Portanto, seja como o rio:

Ria-se de si, e flua com alegria e naturalidade.

Deixe que te naveguem, que te usem, que te transponham, pois é para isto que é rio.

Siga o curso que tiver que ser, porque ser é o que importa e transporta!"


Luzia Martin (aos 84 anos, aos 12/2011)



"o saber do rio = a sabedoria"

Mesdre




Bônus:

Mãe sabe das coisas (4)

Mãe sabe das coisas (3)

Mãe sabe das coisas (2)

Mãe sabe das coisas (1)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mãe sabe das coisas (4)


"Não guardes mágoas.
Elas te corroem por dentro.
Sentir-se ou ficar magoado ou rancoroso,
é algo que só te envenena e te destrói,
enquanto os outros seguem vivendo
sem tomar conhecimento
do sofrimento que é só teu...
Mesmo que soubessem,
isto não te aliviaria em nada.
Por isto, não fiques remoendo mágoas nem rancores,
livra-te e desprende-te delas
para o teu próprio bem..."


Luzia Martin (com 84 anos, em 12/2011)



Bônus:

Mãe sabe das coisas (3)

Mãe sabe das coisas (2)

Mãe sabe das coisas (1)


sábado, 10 de dezembro de 2011

Mãe sabe das coisas (3)


"Amor é substantivo abstrato;
por isto, ele não existe!
O que existe e importa é conviver,
que é saber "viver com"!"


Luzia Martin (com 84 anos, em 12/2011)



Bônus:

Mãe sabe das coisas (2)

Mãe sabe das coisas (1)


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Motivação para cada missão


"O que temos que fazer,
o coração não pode estar vazio."


Homem-Gavião/Carter Hall para Clark Kent/Super-Homem (Smallville, 10a temporada, episódio 11)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Letras da Seratonina


"As condutas do S:
Serenidade, Silêncio, Sabedoria, Sabor, Sono, Sexo, Sorriso,
promovem Secreção da Seratonina.

As condutas do R:
Ressentimento, Raiva, Rancor, Repressão, Resistências,
facilitam a secReção do coRtizol, um hormônio coRRosivo para as células,
que acelera o envelhecimento.

As condutas S geram as atitudes A:
Ânimo, Amor, Apreço, Amizade, Aproximação.

As condutas R, pelo contrário, geram as atitudes D:
Depressão, Desânimo, Desespero, Desolação."


fonte: http://ellianefreitas.blogspot.com/2011/03/serotonina-para-que-serve.html



Bônus:


Humor infame relacionado:

http://famainfame.blogspot.com/2011/12/sera.html


Blog da Elliane Freitas:

http://ellianefreitas.blogspot.com/2011/03/serotonina-para-que-serve.html


Mais informação sobre Endorfina:

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20091003190313AAKlOMp

http://www.assessocor.com.br/noticias.aspx?O+QUE+E+ENDORFINA+E+COMO+ELA+AGE+NO+CORPO&__idNot=230

http://www.qued.com.br/site/index.php/duvidas/Endorfina-e-Serotonina-O-q-sao-quais-as-suas-funcoes-e-como-lib

http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/1292/beijo-a-melhor-terapia-contra-a-depressao


Mais informação sobre Seratonina:

http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/318/serotonina

http://www.qued.com.br/site/index.php/duvidas/O-que-e-serotonina-Para-q-serve-onde-encontrar-engorda

sábado, 3 de dezembro de 2011

Ter como meta


"Seja quem você for,
seja qualquer posição que você tenha na vida,
do nível altíssimo ou mais baixo social,
tenha sempre como meta:
muita força,
muita determinação,
e sempre faça tudo
com muito amor, e
com muita fé em Deus, que
um dia, você 'chega lá',
de alguma maneira, você 'chega lá'!"


Ayrton Senna da Silva


Ayrton Senna Entrevista e Mensagem
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ImixxP8m7tQ




quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ter dom do Perdão


"É melhor um perdão pedido,
do que um perdão perdido."


Mesdre

( obs: perdido = desperdiçado )


Às vezes penso que o perdão não deve ser pedido...
Deve ser dado, de coração, de livre e espontânea vontade.

E muitas vezes se perdoa quem não merece,
porque reincide no mesmo erro...

Mas perdoar não tem a ver com justiça.
Não tem que se julgar, condenar ou absolver
para se con_ceder perdão.

Talvez, o perdão faça mais bem a quem o dá,
do que a quem o recebe.
O arrependimento tardio de não perdoar
pode ser mais doloroso do que fazê-lo em tempo!



"Melhor que per_doe,
antes que per_dói!"


Mesdre


"A melhor demonstração de arrependimento,
não é o pedido de desculpas,
mas as atitudes que se seguem."


Mesdre


Conclusão:

Se não há perdão,
alguém ficará perdidão!...



Conclusão infame:

grande perda = perda + aumentativo "ão" = perdão ? (rsrs)




Bônus:

Outras referências relacionadas, sobre Julgamentos e Justiça:

A julgar pela jugular

Julgamentos (1)

Julgamentos (2)

O Princípio da Ignorância

O Perdão (Danindica,blogspot.com)


domingo, 27 de novembro de 2011

Sorrisos de hoje


Trinta. Poderia ser qualquer outro número. Mas esta era a meta.
Passei a observar e a contar todos os sorrisos largos que eu dava neste domingo.

E foram quando:
1. acordei e me dei conta que continuava vivo
2. abri a janela e vi minha cachorra
3. ela me viu e abanou a cauda
4. meu filho imitou o repórter para me convencer a mudar de estação de rádio
5. provei uma jaboticaba deliciosa na feira
6. vi que responderam ao meu comentário deixado ontem em blog visitado
7. vi que deixaram comentário num dos meus posts de ontem
8. cheguei a tempo em casa para ver a largada do GP de F1
9. Bruno Senna não se intimidou disputando posição com Michael Schumacher
10. da possibilidade do carro do Sebartian Vettel estar com problemas e parar
11. o Atlético Mineiro ganhou de 4x0 a partida hoje contra o Botafogo
12. o Figueirense quase marcou gols no Corinthians
13. o Vasco marcou gol no último minuto contra o Fluminense, e impedindo o Corinthians de comemorar o título (na verdade, eu gargalhei!) - não torço para nenhum destes times, mas isto tornou o campeonato muito mais emocionante e ainda indefinido
14. em algumas cenas do filme remake de Golpe Baixo, que vi na TV
15. pensei em escrever esta lista

Bem, o dia chegou ao fim, e eu cheguei apenas na metade da contagem...
Pode-se então dizer que foi ao final foi "um sorriso meia-boca"?
Hahahahah, com esta infâmia, passei dos 50%! Já sou maioria absoluta! (rsrs)

E você? Já contou quantas vezes já sorriu hoje?
Experimente amanhã, e me conte (aqui no blog)!




Bônus:

Curiosidade: a idade do riso
http://famainfame.blogspot.com/2008/12/curiosidade-idade-do-riso.html



sábado, 26 de novembro de 2011

A dança agrega


Em referência ao post Dance com a loucura sábia de Zorba, a música cativante e famosa, que não ganhou Oscar de trilha sonora, nem tampouco é uma tradição antiga de dança grega, tem seu estilo, e inspiração nos costumes gregos.

Eis algumas outras informações e vídeos, para apreciar.


Dança Sirtaki, com três
http://www.youtube.com/watch?v=AlNtTMJAQpg


Dança Sirtaki (e outras), com muitos
http://www.youtube.com/watch?v=Ip-XQ1FJ3rE


Dança do Zorba, na rua, contagiante
http://www.youtube.com/watch?v=UhDgpXWkFHE


Sirtaki, ao estilo cinematográfico, mas bem popular
http://www.youtube.com/watch?v=pIl7VagZ-pk


Mais informações sobre Sirtaki:

Wikipedia em português
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sirtaki


Wikipedia em inglês
http://en.wikipedia.org/wiki/Sirtaki


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dance com a loucura sábia de Zorba


"Você pode ter conseguido tudo,
mas falta ainda uma coisa:
loucura!
Um homem precisa de um pouco de loucura,
senão ele nunca vai ousar se soltar e ser livre."


"You got everything,
except one thing:
madness!
A man needs a little madness,
or else he never dare escape the rope and be free."


Alex Zorba, o grego (na pele de Anthony Quinn)


Cineclube - Zorba, o grego
http://www.youtube.com/watch?v=1F6ZD_ScPAs



Zorba the Greek - Sirtaki (dance scene)
http://www.youtube.com/watch?v=pxNIXwwToJc



sábado, 19 de novembro de 2011

Psiu! É sagrado!


"Veja só que curiosidade:
um SEGREDO deixa de sê-lo,
quando é contado.
Mas se contarem com o selo
da cumplicidade,
ele será mantido.

Então, tanto faz,
nada de medo...
Nele está contido:
se é a um, é segredo;
se é a dois (ou mais),
é sagrado."


Mesdre



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Equilíbrio




"É preciso se ter EQUILÍBRIO.
Sem equilíbrio se tomba,
e as coisas caem sobre si.
Tudo se torna instável.
Financeiramente desequilibrados,
a ruína acha campo fértil...
Mentalmente desequilibrados,
dizemos coisas sem sentido...
Emocionalmente desequilibrados,
só fazemos besteiras e bobagens
e nos perdemos...
Até tem desejo, mas fica sem vontade...
Na falta de equilíbrio,
falta chão e sustentação,
ficamos fragilizados
e tudo nos atinge,
a queda é prenunciada...
Com nosso eixo equilibrado,
o suporte é forte.
Mas bem sabemos o quanto é difícil
buscar o equilíbrio dentro de si
quando não há referência externa."


Mesdre


domingo, 6 de novembro de 2011

Puro Lixo



Sempre achei que salários deveriam ser pagos proporcionalmente ao trabalho e sua importância para a sociedade, o risco que o indivíduo corre ao exercê-la e os benefícios e produtividade que trazem para a coletividade. Assim, não justificaria uma desproporção abismal entre o salário do diretor de uma empresa e da faxineira que limpa seu banheiro! (Atenção: não quero desmerecer quem conduz o dia-a-dia de um negócio, nem desvalorizar quem estuda e se especializa numa profissão.)

Portanto, na minha modesta opinião, a função que melhor devesse ser remunerada é a de LIXEIRO! Quem não pensa assim, aceitaria ser lixeiro (que seja por um dia, apenas)? Os caras correm o dia inteiro (dia e noite!), têm que respirar o pior dos odores (dos nossos rejeitos), em condições insalubres de trabalho, e ai da cidade se eles não passam! Você, nem ninguém, sabe o que fazer * com o lixo que você naturalmente acumula dentro e fora da sua casa, escritório, empresa, etc! As conseqüências são catastróficas. Esses heróis deveriam receber mais que Presidente da República, magistrados ou qualquer outro salário oficial no país.

Por isto, recomendo a leitura do artigo de Fernando Bonassi, publicado no jornal A Folha de S.Paulo de 3a.feira 16 de outubro de 2007 no caderno Ilustrada, chamado "Com respeito a essa sujeira", que eu reproduzo abaixo. Não gostei muito de como ele encerra o texto, mas sua criatividade na abordagem de um assunto de vital importância é digna de aplauso!

Ah, incluo Professores de um modo em geral nesta lista de profissionais importantes. Claro que nem todos, pois existem muitos professores despreparados e incompetentes (muitas vezes nem é culpa deles, pobres esforçados tentando sobreviver)...

Outros fatores devem ser levados em conta, como também a revisão de todas as atividades x remuneração.

Alguns poderiam alegar: "O justo mesmo é receber pelo tamanho da responsabilidade do trabalho. Se você comparar a resposabilidade de se fazer uma cirurgia complexa no cérebro ou na coluna com a de varrer a rua... Não temos como comparar o grau de complexidade e de resposabilidade, obviamente sem deixar de dá o mérito pra ninguém."

Acontece que Justo e Certo são palavras primas mas que nem sempre andam juntas!

O médico lhe cura, mas o lixeiro evita que você se contamine com inúmeras doenças, seja levando seu lixo ou varrendo as ruas que você passa. Você não tem noção do que seria viver num mundo sem coleta ou varredores de rua! Quer uma responsabilidade maior do que esta? Alguém já parou para pensar quanto lixo você produziu durante toda a vida? Onde estaria ele se não fossem os lixeiros que o recolhe? Talvez disputando espaço com você na sua casa... Ou no lote vago mais próximo da sua casa. Já viu o pandemônio que vira a cidade quando eles páram (por greve ou questões contratuais das empresas coletoras)? Sacos de lixo na porta da casa, trazendo doenças, entupindo bueros (se chover), etc... É quase pior do que uma guerra o caos decorrente!

Ou seja, o trabalho deles, dos lixeiros, AFETA TODO MUNDO, o do cirurgião complexo afeta só quem precisa da operação... Onde fica a responsabilidade maior? É complicado...

E quanto ao estudo valer alguma coisa, concordo em parte! Acho caríssimo se formar, seria justo ter este investimento de volta. Mas há um outro risco: de fazer do estudo uma espécie de profissão. Explico: se estudar mais, vai receber mais, ainda que enquanto estuda fique improdutivo! É uma ironia a se resolver...

Mestre Buda já dizia: todos e tudo no mundo têm sua função, sua razão de existir, e é útil de alguma forma (ainda que a gente desconheça qual seja essa função). Ele certamente não disse isto com estas palavras e o comentário entre parêntesis é meu. E se por acaso ele não disse assim, deveria ter dito! (rsrs)

O que é inadimissível é congressistas e parlamentares aumentarem seus próprios salários sem pedir consentimento a nós, seus patrões.



(* = O reaproveitamento do lixo, seja reciclagem e/ou geração de energia, é tema para outro post.)




Com respeito a essa sujeira


Há quem diga "coletor de lixo"... É correto.

Pode ser "funcionário da limpeza urbana", um eufemismo.

Ou ainda, atestando mais do pavor que têm do frescor das palavras, seria o "pessoal da prefeitura"... Como se toda a prefeitura se dedicasse à limpeza. Infelizmente, não é assim.

Assim sou eu o designado para o asseio disso tudo. A primeira pessoa do coitado do singular do verbo ser!

Pois é; todos são qualquer coisa e eu sou lixeiro, com essas sete letras minúsculas que os maiúsculos acreditam poder acobertar por baixo de seus tapetes sujos de tramas...

O drama é que o próximo dia 21 de outubro é o nosso dia. O dia do lixeiro deveria ser um dia de descanso com a minha família, mas a sujeira que as suas fazem não me livram do trabalho neste dia de domingo.

Não ganharei nada mais que a miséria das horas extras do meu salário de fome, enquanto as suas nobres sobras segregadas serão arremessadas pelas latas escondidas. Estaremos pendurados em caminhões especialmente preparados para aspirar e varrer, recolhendo os seus sacos cheios daquilo tudo que teimam em se livrar.

Lamentamos informar: é impossível. Do pó mixo viemos e ao pó do lixo voltaremos.

Isso nós sabemos muito bem, ainda que os piores, ou que se querem "muito limpos", insistam que são melhores do que isso e que, por isso, irão para alguma espécie higiênica de paraíso...

Que é que Deus tem a ver com esse lixo? Nós, pelo menos, recolhemos democraticamente o de Higienópolis e o de Paraisópolis, sem essa distinção que ricos e pobres, pretos e brancos, judeus ou muçulmanos fazem entre eles.

Somos todos "hermanos", por menos que queiramos, meus caros! Malandros e otários excretam a mesma substância em seus vasos sanitários e produzem a mesma quantidade de dejetos.

Recolho aquilo que foi usado. O abjeto espremido, apertado e esvaziado para saciar os seus prazeres. Faço-lhes o bem, ainda que vocês desviem os rostos com os narizes empinados e as bocas esgarçadas de nojo quando nos vêem. Não fôssemos nós, vocês teriam de se haver mais tempo com o que há de podre em si mesmos!

O lixeiro pode observar essas nuances do progresso tão falado por meio dos equipamentos que são jogados como inúteis, quebrados ou simplesmente ultrapassados. Há algo de bom em ver as coisas velhas, abandonadas e estragadas. A gente aprende a se despreocupar da necessidade de ser jovem e abusado de alguma maneira, que é uma das manias -ou besteiras- dessa juventude seduzida por vitrines, propagandas e novelas.

Por isso nosso serviço é tão importante nessa república de bananas. Ele mantém as mentes dos eleitores crentes que são limpas as intenções dos eleitos, enquanto os mais sacanas dentre eles fazem a roda de sua fortuna girar no lixo dessa história de bacanas.

A verdadeira sujeira gira à luz do dia, quando os senadores abrem os bancos, as bolsas e as lojas, os seguranças se põem em seus carros acelerados, homens e papéis são amassados num emprego suado, fedido e repetido desde sempre.

Muitos se submetem a essa escravidão de todo dia.

Eu só me submeto ao lixo. E o lixo é como o mar, fascinante e traiçoeiro. Com ele eu me meto com prazer, mas hei de conhecer os seus riscos mais cortantes. Uso luvas e cruzo os dedos. Que é que eu posso fazer?

Quem poderá conceber o que é o bom sem conhecer o que é o mal?

Quando as pessoas me perguntam "mas por quê?" eu sou lixeiro e como eu agüento essas coisas de que falo, eu devolvo-lhes a pergunta: quero saber se têm certeza que estão fazendo um serviço mais limpo do que esse para a humanidade, além de sujarem o planeta com as imundícies de sua moralidade?

Há lixo em tudo. Em mim, em você... e você sabe muito bem do que falo. O lixo fermenta e faz nascer outras coisas também! Nem a natureza seria isso sem o seu próprio lixo. São os porcos que fazem as pérolas.

O lixeiro está entregue ao movimento das ruas, às noites de lua e aos vampiros das madrugadas. Vemos o que não queremos, mas os nossos olhos pelo menos são puros...

Dia desses, por exemplo, um cadáver todo torto apareceu lá no aterro. Estava baleado na nuca, como um condenado. Era quase um menino, não fosse um anjo morto. Primeiro rezamos pra melhorar a situação da alma, depois chamamos a polícia pra cuidar do corpo, que nem toda a sujeira perpetrada neste mundo é luxo de nossa alçada.



FERNANDO BONASSI
Com respeito a essa sujeira
Folha de S.Paulo - caderno Ilustrada
São Paulo, terça-feira, 16 de outubro de 2007




Bônus I:

Nesta semana deparei com uma excelente postagem sobre lixo, no blog do Jair Lopes, Um Blog Que Pensa.
Recomendo sua leitura!

Em função disto, resgatei esta postagem (de 17/10/2007), com algumas inclusões baseada nos comentários, do meu antigo blog, Relatos de Viagem e Reflexões, que tem uma visibilidade distorcida quando carregado por outros navegadores diferentes do Internet Explorer da Microsoft, como o FireFox da Mozilla ou o Chrome da Google e outros, razão pela qual migrei do Myblog (Mypage) para o Blogspot (Blogger).




Bônus II:

Ainda sobre remuneração, eis uma pequena transgressão em delírio:

Salários = sal a rios
http://mesdre.blogspot.com/2010/07/salarios-sal-rios.html



domingo, 23 de outubro de 2011

Do forte, fica a ruína!


( fonte: www.salmara.com.br, via mfc )
A fortaleza invade o mar,
toma conta da costa,
em defesa fica a olhar
barcos que vêm de longe... vês?
Esquece que seu maior inimigo
está logo ali a seus pés!
O mar que os lambe e destrói
com o sal que arruína e corrói.
E o que era novo vira antigo.
Enfrentar, vale a aposta?


Bônus I:

Não custa lembrar o valor nas derrotas:
Imortais
http://mesdre.blogspot.com/2010/05/imortais.html




Bônus II:

A ruína é ruim, né? Ela arruína!


"Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína
cristalina
em Teresina"


Cajuína - Caetano Veloso - 4:46
https://www.youtube.com/watch?v=nmd7Nw9KqaE



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Picolé de Abacate


Eu simplesmente ADORO uma "Vitamina de Abacate". A polpa natural da fruta abacate com leite frio ou gelado e um pouco de açúcar, batidos num liqüidificador ou mixer. Acrescentar umas gotinhas de limão enquanto está sendo batido (para não talhar o leite) dá um certo frescor ao sabor e impede o escurecimento da superfície da bebida exposta ao ar por muito tempo (a idéia é beber logo e tudo, assim que ficar pronta). Mas isto é opcional. Prefiro pura. O limão cai bem para disfarçar o gosto forte do leite, se estiver fervido ou de má qualidade. Também pode acrescentar uma ou meia banana ao bater a vitamina; esta combinação é boa e saudável. Ou então adicionar um pouquinho do azulado Licor Parfait-Amour, isto não torna a bebida alcoólica, mas dá um toque todo especial ao seu sabor. Fica tão bom, que em vez de beber, dá até pra mastigar, mergulhando e encharcando pedaços de pão fresco ou torradas na vitamina.

Deliciosa também é a sobremesa "Creme de Abacate". A polpa natural do abacate, batida com creme de leite ou sorvete de creme (baunilha ou vanila), açúcar e gotas de limão, dá uma consistência pastosa de se comer a colheradas. Quando vejo esta opção de sobremesa nos restaurantes, é irresistível: adeus a qualquer dieta ou regime. Se bem que em termos de cremes, gosto mesmo é de "Creme de Papaya". Mamão maduro batido com sorvete de creme, regado com gotas de Licor de Cassis. Se funciona mesmo como um digestivo, como dizem, não tenho certeza, mas serve de ótimo pretexto, principalmente depois de encher a pança numa churrascaria.

O interessante é que o abacate, preparado assim, doce, que eu gosto tanto, causa estranheza em muita gente fora do BrasiL. Noutros lugares da América e da Europa, o abacate é ingrediente para saladas salgadas ou molhos condimentados, como o famoso Guacamole. Quer chocar um colega mexicano ou andino? Fala pra ele que vai comer abacate com açúcar, e verá uma cara de nojo e asco. Algo parecido ocorre com o tomate, no sentido contrário: preferimos tomate em saladas salgadas em vez de sucos adocicados, ainda que com pimenta.

A origem do nome da fruta vem da língua dos antigos Astecas: do awacatl em nahuatl, ficou aguacate em espanhol, e abacate é português (assim como do awacatchi do tupi, que significa "fruta que cheira bem", ficou abacaxi em português). Também dos Astecas derivam as "descobertas" e os nomes de tomatl, tchocoatl e tchicletl (nossos conhecidos tomate, chocolate e chicletes, respectivamente).

Retomando o tema do abacate que eu gosto de tomar, difícil é achar "Sorvete de Abacate". Se não for caseiro ou artesanal, isto é, feitos em casa ou em alguma sorveteria autônoma por iniciativa própria, não encontramos sorvete sabor abacate facilmente. As grandes marcas mais famosas (como Kibon, Nestlé, Yopa, Lá Basque, Brunella, Holandesa, Sottozero, Häagen-Daz, entre outras) só interessam fabricar os sorvetes que vendem mais. Nas sorveterias das regiões Nordeste e Norte do Brasil, onde há uma riqueza de frutas tropicais e diversidade de sabores inimaginaveis pelo resto do país e do mundo, até fazem o de abacate: mas diante de tanta novidade exótica a provar, o sabor abacate acaba ficando em segundo (terceiro, quarto, quinto) plano...

Picolé é suco ou sorvete no palito. Sei de duas marcas no estado de São Paulo que produzem e vendem "Picolé de Abacate": Frutiquello e Rochinha.



Destas, meu "Picolé de Abacate" preferido é o da Frutiquello. Além de mais barato, tem mais pontos de venda aqui na cidade de São Paulo, parecem mais determinados a expandir sua clientela, sem perder a qualidade do produto. Têm também pontos de sorveteria por quilo como atrativo, mas lamento que não façam o "Sorvete de Abacate", só de outros sabores (tem até de jaca, outro dos que gosto muito). Ainda não me deram explicação satisfatória do "porque não"...

Acho "Picolé de Abacate" da Rochinha um tanto caro e um pouco aguado, comparativamente. Menos saboroso, mas serve como alternativa quando o desejo aperta e não tem o outro por perto. Foi meu primeiro "Picolé de Abacate" encontrado na cidade de São Paulo! Teve um gosto todo especial, obviamente.

Descobri um ponto de vendas da Frutos do Cerrado ao acaso, numa galeria da Rua Augusta com Avenida Paulista, bem próximo do local onde trabalho. Quase todo dia que eu podia, ia tomar/provar um picolé de alguma fruta exótica com sabor da minha infância: sisiguela, gabiroba, cajamanga, araticum, fruta-do-conde, etc. Um dia, antes que eu chegasse no de abacate, sumiram com o ponto de lá! Mandei email questionando a atitude de espantosa retração, pouco competitiva em relação aos concorrentes que expandiam, e a resposta foi frustrante: optaram por manter apenas UMA sorveteria na cidade (de 12 milhões de pessoas!)... Nem fui! (agora no site deles, vi que abriram outras, mas também descobri que nem tem de abacate!)

Não é muito comum achar pontos de vendas destas marcas, mas já localizei alguns no caminho de casa... Agora, finalmente, quando pinta aquela vontade, já sei aonde recorrer! Pena que nem sempre tem quando vou: ou acabou (que dizer que não sou o único maluco do pedaço a tomar picolés de abacate) ou está em falta de matéria-prima (escasseia na entre-safra da fruta, que dá quase o ano todo!).

E por todo canto que eu vou, sempre que eu tenho oportunidade, quando vejo um vendedor ambulante de picolés, eu pergunto: "tem Picolé de Abacate?"... Vai que tem, né? Senão, pelo menos pode virar estatística de sabor procurado. Hehehe... Aliás, encorajo você a sempre perguntar o mesmo, endossando e engrossando a "pesquisa"... Quem sabe assim eles (isto é, todas as sorveterias) acabam entendendo que "precisam" fabricar também "Picolé de Abacate"? Seria bom demais!



Bônus:

http://www.sorvetesfrutiquello.com.br/
http://www.sorvetesrochinha.com.br/
http://www.frutosdocerrado.com.br/


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Relação entre pessoas na internet



"O efeito da internet nos relacionamentos pessoais:

aproxima-nos das pessoas que estão longe, e

afasta-nos das pessoas que estão perto!"




terça-feira, 4 de outubro de 2011

Leitura social

(Quero compartilhar aqui uma história que ouvi e que me deixou bastante comovido)


Robson Mendonça foi morador de rua por 6 anos. Segundo ele conta, tornou-se um depois de ter sido seqüestrado e jogado na rua sem dinheiro e documentos, assim ficou e passou necessidades, fome e frio em São Paulo.

Ele não era muito instruído, mas era curioso: gostava ler notícias, revistas e alguns livros com histórias. E para isto procurava a biblioteca municipal a as públicas. Mas quando sentava à mesa para ler, as pessoas que estavam perto se levantavam e se afastavam, por causa da má impressão que ele causava por ser morador de rua, como estava vestido e cheirava, e de todos os seus pertences que era obrigado a carregar aonde fosse, em sacolas ou mochila.

Essa reação das pessoas o incomodava, mas ele entendia. Todavia, não tinha como retirar livros para levar e ler fora da biblioteca, porque a biblioteca exige comprovante de residência para fazer o cadastro, o que um morador de rua obviamente não tem.

Ele decidiu então que se saísse das ruas e melhorasse de vida, faria o que estivesse ao seu alcance para mudar essa condição e tentar dar acesso mais fácil à leitura a outros moradores de rua, situação que ele viveu e conheceu bem. Segundo ele mesmo conta, foi depois de ler A Revolução dos Bichos que ele acreditou que isso seria possível. E foi.

Deixou a condição de morador de rua há mais de 8 anos. Robson Mendonça virou Presidente do Movimento Estadual de População em Situação de Rua. Queria fazer uma biblioteca móvel, uma bicicleta com baú na garupa, com a idéia de oferecer livros pela cidade a quem quisesse ler. Nascia assim a Bicicloteca. E uma fundação/ONG, Instituto de Mobilidade Verde, ajudou-o a tornar esse sonho em algo mais concreto, doando a bicicloteca e alguns livros.


Ele então ia pelo centro, praças e cantos da cidade, oferecendo livros a quem quisesse, não só a moradores de rua, entre bêbados e drogados, mas também a funcionários públicos, de bares e restaurantes, vendedores ambulantes, camelôs, policiais, estudantes, a quem passasse e se interessasse.

A idéia era que os livros retirados circulassem depois entre outros leitores, sem expectativa da devolução. Mas muitos devolviam aqueles, para retirar outros. Dos 4 mil livros que foram distribuídos, houve retorno de mais de 3800 para serem reemprestados. Em média saíam quase 200 livros por dia...

O sucesso da iniciativa e atuação foi tamanho que ele virou foco de várias reportagens. Neste mês, ele foi convidado para participar de um programa de estudantes da TV USP, quando aconteceu um incidente lamentável.

No dia 21 de setembro ele foi entrevistado, e o pessoal do programa quis entrevistar também um pessoal da rua, ver como viviam seus leitores. Depois de entrevistarem algumas pessoas na rua, Robson precisou ir ao banheiro, e pediu para a equipe da TV para olharem a bicicloteca. Quando voltou, ela havia sumido! Roubada, furtada.

Por um breve momento, um bem sem muito valor financeiro, mas de enorme importância para um bem social, foi levado por alguém que nem deve ter consciência disto.

Um vacilo, um excesso de confiança, um descaso, um descuido, um infortúnio. Foi isto que aconteceu. Enquanto Robson foi fazer suas necessidades fisiológicas, acreditou que alguém tomaria conta da bicicloteca. A equipe, que viu naquela hora outra oportunidade de entrevistar um grupo que estava ali adiante, não acreditou que alguém fosse mexer naquela bicicloteca. E um dos entrevistados da rua, sei lá o que pensou, mas deve ter acreditado que com aquilo poderia levantar algum dinheiro...

Robson Mendonça fez cartazes com uma foto do suspeito, cedida pela reportagem, e procura pela cidade se reencontra sua bicicloteca, distribuindo cartazes, fez um apelo na rádio, se alguém vir uma bicicloteca por aí, para entrar em contato. São Paulo é enorme, e seu tempo não...

Seu desespero nem é pelo valor da bicicleta e dos quase 200 livros que foram subtraídos. E sim pelo trabalho nobre interrompido. A alegria que via nos olhos e no coração de quem ficava com um livro para ler. E drogados e bêbados que querem ler, não podem estar neste estado para fazê-lo: têm que parar de beber ou de se drogar, pelo menos enquanto lêem um livro ou outra coisa. Só essa atitude já faz valer e ter sentido o projeto da bicicloteca, além da divulgação e inclusão da cultura nos meios mais carentes da sociedade.

Que achem a bicicloteca! Que outras sejam doadas! Que outros voluntários se comprometam e dediquem a esta simples e nobre proposta! Que Robson Mendonça tenha mais sucesso e sorte no seu empreendimento, desprendimento e dedicação!




Vídeos reportagem:

Ex-morador de rua monta biblioteca móvel para a população carente
http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=ZHOJmWmWrMo


Canal da bicicloteca no YouTube (com mais videos)
http://www.youtube.com/user/bicicloteca#p/a/u/1/h4HAU2KPqdg


Sobre o roubo da bicicloteca no dia 21/Setembro/2011
http://www.youtube.com/watch?v=0u9dL-TG20w



Sites de referência:

Reportagem Folha.com
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/950367-bicicloteca-empresta-livros-para-moradores-de-rua-em-sp.shtml

Sobre o que é o projeto Bicicloteca
http://biciclotecas.wordpress.com/
http://www.biciclo.teca.nom.br/
http://institutomobilidadeverde.wordpress.com/bicicloteca/


sábado, 1 de outubro de 2011

Poesia casada


Dizem que:

"Quando um homem perde a mulher que ama,
ele se torna um poeta.
Quanto a conquista,
ele se torna um marido."


Pensamento do dia... (profundo) n.2366, blog 'Pé de meias...', 15.09.2011


Eis a questão:

O que é melhor?
Ser um poeta sem a musa do lado?
Ou um marido sem poesia na alma?

E a ex-musa=esposa, o que preferia?
Continuar ser sempre a ser conquistada?
Ou seguir sendo amada sem a poesia antiga?


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dá pra devolver?


"Certas 'coisas' dadas,
não tem como pedir de volta!
Ou são impossíveis de serem devolvidas,
ou nunca o serão na integridade,
na forma como foram.
E o que não tem volta,
melhor dar as costas e seguir em frente.
A atitude de dar-se ou doar-se,
é uma via de mão única...
Tolos ou ingênuos são os que acreditam na base da troca."


Mesdre

domingo, 18 de setembro de 2011

Carro popular?


Yes, we have bananas!
Doch, wir haben Samba!
E nós temos Volkswagen.

Em alemão, "Volk" quer dizer "povo" e
"Wagen" quer dizer "carro, vagão, veículo".
Assim, o nome da marca vem de "carro do povo",
no sentido que seria para ser acessível à população...

Particularmente, eu não gosto dos carros da VW...
Mas AMEI este comercial, que está sendo veiculado na TV:



http://www.youtube.com/watch?v=7CDrB3WF_f0


É um show! É lá e cá! De passagem, golaço! Wunderbar!
Espetáculo de simetria, contraste, sincronicidade, precisão.

E o carro manobra sozinho e automático!
Certamente o preço não será nada popular!...


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Retratos antigos e tempos na memória


"Quando a foto não é nova,
a gente nela é quem parece nova."


Mesdre



"O tempo passa pra todo mundo,
menos na nossa mente."

(quando se trata de lembranças de fisionomias das pessoas)

Mesdre


Bônus:

Alguém está sempre presente nas fotografias:

A sina ensina: assina
http://famainfame.blogspot.com/2009/01/sina-ensina-assina.html


sábado, 10 de setembro de 2011

Escrita: manual versus digital (parte 2 de 2)


Escrita: manual X digital (parte 2 de 2)


Continuação do arigo "Escrita: manual X digital (parte 1 de 2)",
que contastava os seguintes tópicos:
A) Introdução
B) A Escrita
C) Os Sistemas de Escrita
D) Usos e Empréstimos



E) Dominação e Influências

Antes da imprensa, das máquinas de datilografar e dos computadores e celulares, todos os textos eram escritos à mão. Nos tempos atuais isto soa quase inacreditável, tanto quanto fazer contas de cabeça, sem calculadoras ou planilhas.

Enquanto copistas em mosteiros reproduziam livros e pergaminhos, copiando letra a letra, uma por uma, na Europa Medieval, os árabes expandiam seus domínios pela Ásia, norte da África e Península Ibérica, onde influenciaram enormente a cultura literária européia (nosso berço).

Na conquista árabe, diferentemente da grega - que tolerava -, da romana - que impunha -, da católica - que eliminava -, os muçulmanos preservavam, absorviam e se aproveitavam do que encontravam de bom nas outras culturas que subjugavam.

Assim, construiam bibliotecas, colecionavam livros e conhecimentos de vários povos. Trouxeram para o ocidente os algarismos tomados emprestados da Índia e isto viabilizou a evolução da matemática. Trouxeram a bússola e a pólvora, que impulsionaram o expansionismo marítimo europeu, que transformou o mundo em globo. E fundaram a primeira universidade na Europa, em Granada, Espanha. Isto trouxe luz à Idade Média.


F) A Arte de Escrever

A escrita manual com letras romanas é uma tarefa relativamente demorada, e cada caracter exige uma certa quantidade de traços. Isto é ainda mais complicado nas escritas chinesa.



O desenho das letras árabes foi projetado para que estas se interligassem, de modo que uma palavra pudesse ser escrita quase que num só traço, sem tirar a pena (o lápis ou caneta ou pincel) da superfície (papel, painel, parede, tábua).



Isto dá um estilo harmônico à escrita, muito agradável de se ver. Há artes belíssimas, imagens compostas de frases e palavras árabes.


E, o mais importante: propicia uma maneira muito mais rápida de escrever!

Estas características - harmonia e beleza estética, velocidade e praticidade - chamaram a atenção dos escribas (ou escrivães) europeus, que adaptaram as letras latinas num alfabeto cursivo, também chamado de "letra corrida".

Este modo de escrever passou a ter muitos adeptos, e a ser ensinado em cursos que procuravam tornar a escrita mais bonita ainda. Foi chamada de Caligrafia (do grego: cali = bonita, bom + graphos = escrita).



G) Profissão Escritor

Saber escrever cursivo e rapidamente não é sinônimo de escrita legível. Exige coordenação motora nas mãos e dedos, técnica, estilo, paciência e senso estético.

Cada um acaba tendo sua própria letra, ou caligrafia, não necessariamente bonita. Em muitos casos pareceem verdadeiros garranchos, ilegíveis. Algumas pessoas que aprendem ambos os estilos, às vezes optam pelas letras de fôrma, para permitir maior legibilidade de seus textos por outros (até por si mesmo!). (*5)

Por ser uma tarefa e uma habilidade que exige aprendizado, ao longo da história dos povos, os poucos que sabiam escrever ocuparam posição de destaque e privilegiada na sociedade e perante seus governos, que precisavam de quem documentasse oficialmente seus feitos e conquistas, e registrassem suas posses e leis.

A história era feita por todos, protagonizada por alguns, mas transcrita por poucos.


H) Escrita Popular Moderna

A popularização da escrita e a abrangência desta arte acessível a todos é relativamente recente, coisa de 200 anos pra cá (o que é muito pouco tempo em mais de 5 mil anos de história escrita).

Isto significa que, se cada geração ocorre em 30 anos em média, os avós de nossos bisavós eram praticamente analfabetos, mal liam e não sabiam escrever, com raras exceções.

Atualmente quase todos vão à escola, onde aprendem ler e escrever. Pelo menos, teoricamente. Na prática, esse aprendizado se dá em casa e no exercício mediante a necessidade. Mas é inegável a quantidade de pessoas capazes de escrever, bem ou mal, nos dias de hoje.

No século passado, a máquina de escrever, ou de datilografar, era uma facilidade que nos livrava dos garranchos e letras mesquinhas. E se tornou muito popular, por causa disto. Arrumava melhor emprego quem soubesse datilografar e bem...

A evolução tecnológica permitiu a máquina de escrever eletrônica, que trocava tipos de letra para sofisticar o estilo, armazenava algum texto em memória ou visor, que facilitava alinhamentos e correções antes de passar para o papel, poupando papel e retrabalho.

Mas este progresso não durou muito... Pois foi logo substituída por outro ferramental ainda mais poderoso: o microcomputador pessoal, vulgo PC (do inglês, Personal Computer). Nos dias atuais é cada vez maior a quantidade de gente que tenha um ou tem acesso aos PCs.

Até vários modelos de telefones celulares permitem seus usuários escrever textos com eles, e mandar para alguém ou imprimir.


I) A Extinção da Caligrafia?

Com tantas facilidades tecnológicas, estará a escrita manual fadada ao desuso? É o que dão a entender certos analistas de tendências.

De fato, teclados portáteis ou de mesa são muito mais eficientes nas pontas dos dedos (daí o termo "digital") do que papel e lápis ou caneta.

Mas... E se faltar a energia elétrica ou acabar a bateria ou pilhas? Como vai escrever? Solução: na mão! Do digital para manual!

Este pequeno detalhe, da total dependência energêtica seria argumento suficiente para se continuar a ensinar escrita manual nas escolas. (*6)

Depois, tem toda a bagagem histórica da coleção de cartas e documentos, às vezes diários e livros inteiros, escritos assim e que precisam ser lidos e entendidos, para se resgatar memória e História.

A grafologia (*7) pode nem ser ciência exata, mas incontestavelmente a caligrafia de cada um é sua marca pessoal.


J) Conclusão (*8)

Neste mundo sempre teremos pontos-de-vista diferentes e divergentes sobre qualquer coisa. Não é da natureza humana concordar com tudo nem com todos. O pensamento e a alma livres, além da criação, motivação e circunstâncias variadas, permitem que as pessoas divirjam sobre os assuntos, buscando argumentos e meios que justifiquem o que é de seu interesse.

Mas muitas vezes alguns se apegam a raciocínios ofuscados e lógicas distorcidas, muitas vezes omitindo certos aspectos e desconsiderando vários fatores, para prevalecer sua razão.

Não sei que interesses haveria por trás desses especialistas visionários, suportados pelos políticos legisladores, que decretam a morte do ensino da escrita manual nas escolas dos Estados Unidos, alegando tendências da modernidade... Desconfio de motivações financeiras e dominação política, porém nada posso afirmar sem evidências.

Mas espero sinceramente que essa onda absurda não invada a praia do nosso saber e patrimônio cultural da humanidade.

Quero crer que as boas escolas continuem a ensinar o que é bom para a formação das pessoas.

Que uma idéia de futurologia não atropele o presente nem apague o precioso passado!

Afinal, a Escrita anda junto de mãos dadas com a História, feita pelas mãos humanas.


Notas:

(*5 Os formulários pedem para serem preenchidso com letras de forma, para melhor legibilidade, mas principalmente para permitir digitação correspondente das informações em campos limitados nos computadores)

(*6 Pelo mesmo motivo, em nome da independência energética, a aritmética e tabuada devem ser sempre ensinadas e aprendidas pelas pessoas. Apesar de calculadoras, computadores e celulares fazer contas por nós, todos precisam saber fazer contas de cabeça ou no papel e na ponta do lápis)

(*7 A grafologia, do grego graphos=letra + logos=conhecimento, estuda personalidade das pessoas a partir de análise da forma de escrever. )

(*8 Opinião nada conclusiva)

(* Gostaria de saber sua opinião sobre a quebra deste artigo em dois posts. Prefere um único artigo longo e completo, ou em duas partes menores? Obrigado)


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Escrita: manual versus digital (parte 1 de 2)


Escrita: manual X digital (parte 1 de 2)


A) Introdução

A mídia divulga que, segundo alguns "especialistas", a escrita cursiva vai acabar, está com seus dias contados.

A Rádio CBN noticiou na última semana de julho/2011 que acaba de cair a obrigatoriedade do ensino da escrita cursiva no último estado norte-americano. Ou seja, nos Estados Unidos ninguém mais vai aprender na escola a escrever "de carreirinha", palavras com letras emendadas umas as outras...

Antes de exprimir meu assombro por "especialistas" que afirmam aquilo, ou de expressar minha opinião sobre isto, vamos repassar o que é A ESCRITA e suas várias formas de manifestação.


B) A Escrita

A Escrita é uma das maiores invenções da humanidade. É o registro da idéia, do pensamento, dos fatos. É a forma de codificar a palavra e os sons, para que possa ser lido e interpretado depois, pelo próprio autor, por outros, pouco tempo ou muitos anos e séculos mais tarde. É uma viagem na mente de algum ser do passado ou presente, é trazer à tona civilizações e costumes esquecidos, é reviver aventuras imaginadas ou vivenciadas antes. Para os cultos, é um tesouro. Para os iletrados, é um mistério. Para os ignorantes, é uma mágica.

E o Homem inteligente usou símbolos para associar significados e sons para deixar seu modo de pensar escritos em pedra, madeira, tecido, papel, plástico ou metal, com tinta, fogo, em talhos, encaixes e luz. A esse conjunto de símbolos e suas convenções chamamos de Sistema de Escrita.


C) Os Sistemas de Escrita

Existem diversos (*1) sistemas de escrita.


As iniciativas mais difundidas e duradouras usaram pictogramas e ideogramas para representar palavras, conceitos e sons. Algo como ter um círculo cortado em diagonal sobre um traço horizontal com uma extensão sinuosa para cima numa das pontas, e ler nisto que "é proíbido fumar".


Os exemplos mais famosos desta categoria são os hieroglifos (egípcio), cuneiformes (sumério) e kanjis (chinês). Mas este método exige um repertório muito grande de elementos para se memorizar e poucos são capazes de ler/escrever com facilidade. São sistemas bastante complexos.


Na linha evolutiva natural de tornar o processo de escrita mais simplificado e fluente, aparecem os sistemas silábicos. Exemplos destes sistemas são: indo-asiáticos (tibetano, sânscrito, thaí, birmanês e outros), japonês (hiraganá e katakaná). O grupo de símbolos utilizados para representar os sons de sílabas existentes num idioma reduz drasticamente, e as palavras e conceitos podem ser compostos com reagrupamentos dessas sílabas. Isto permite uma popularização maior da escrita. Mas cada sistema destes funciona melhor ou pior dependendo do idioma para o qual é dirigido, porque cada língua possui características fonéticas que muitas vezes não são encontradas noutras.

Alguns sistemas de escrita simplificaram ainda mais o artifício de representação ao estabelecerem como símbolos básicos apenas as consoantes (sem vogais incorporadas). Exemplos desta modalidade: feníncio, aramaico, hebraico, árabe. Isto permite identificar o "esqueleto" das palavras, mas é preciso conhecer muito a língua (ou o contexto), pois palavras parecidas podem conter as mesmas consoantes, e dependendo da vogal combinada adquirir outro significado (*2).

Percebendo esta necessidade, o hebraico e o árabe introduziram os sinais diacrílicos ao redor das consoantes para denotar as vogais e tornar a leitura mais didátca, mas o uso cotidiano as dispensa sem cerimônia (os leigos que se virem! rs). O devanagari (escrita hindu e sânscrito) e demais derivadas, assim como outras escritas silábicas, também acrescentam sinais/letras para mudarem o valor das sílabas de referência.


Mas foram os gregos, com seu sistema "alfa-beta", que introduziram o conceito da composição da palavras com consoantes E vogais sendo elementos básicos e intercombináveis. Na carona dos gregos, outros alfabetos (ou abecedários) foram inspirados e seguem popular até hoje. Exemplos: romano/latino (que é este nosso, aqui usado), russo/cirílico, etrusco, georgeano, armênio e coreano (*3).



D) Usos e Empréstimos

Cada povo (ou seus governos) adotou um sistema de escrita (por empréstimo ou original) e possuem certas convenções de leitura onde alguns arranjos de letras assumem valores diferenciados.

As letras latinas são base para documentar vários idiomas (*4).


Na Idade Média foi adotado como padrão na Europa por força das conquistas do Império Romano, e posteriormente se manteve pela influência das igrejas católica e protestantes.


Notas:

(*1 Alguns sistemas de escrita antigos nem foram decifrados ainda, a partir dos textos encontrados)

(*2 Exemplificando, NDR poderia ser tanto NaDaR quanto NaDaRia, aNDaRá, aNDaRei, ou até mesmo aNDRé ou iNoDoRa. Sendo mais específico, as letras KTB formam a raiz das palavras árabes: KaTaBa = ele escreveu, KuTiBa = foi escrito, KuTuB = livros )


(*3 O coreano é uma engenhosidade a parte, mereceria um artigo dedicado para melhor descrevê-lo)

(*4 O chinês adotou o pin-ying para transcrever os ideogramas, porém apesar de serem as mesmas letras latinas em sua forma, a convenção fonética é diferente, o que gera uma tremenda confusão. Exemplos: b=p, c=ts, d=t, g=k, i=ê, j=dj, q=ch, r=j, x=s: z=ts, zh=tch... Isto explica porque a capital que sempre conhecemos como Pequim agora se escreve Beigin)



Continua no artigo "Escrita: manual versus digital (parte 2 de 2)",
que prosseguirá com os seguintes tópicos:
E) Dominação e Influências
F) A Arte de Escrever
G) Profissão Escritor
H) Escrita Popular Moderna
I) A Extinção da Caligrafia?
J) Conclusão


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

FOTO x ARTE


A pintura de uma imagem fotografada...
A fotografia do quadro desta pintura...

O que vale mais? O que é melhor?

A FOTOGRAFIA DA ARTE?
ou
A ARTE DA FOTOGRAFIA?




Bônus:

133)
Não confunda
"fotossíntese" com "foto do resumo"

134)
Não confunda
"foto-arte" com "artefato"


Outros exemplos da Série Não confunda em "Série Não Confunda"
podem ser encontrados no blog Fama inFame

sábado, 3 de setembro de 2011

Ingrata gratidão


"O calar, o silêncio, a indiferença,
nenhuma manifestação de agradecimento...

Um simples "valeu!" ou "é isso aí!"
teria o mesmo valor de um "muito obrigado!" ?

O falar truncado
não é o mesmo que
o dizer pleno.

Porém, o significado da comunicação
pode transcender à figura da palavra,
seja na intenção,
no olhar,
nas entrelinhas surdas,
no sorriso contido ou largo,
na expressão facial,
no gesto não verbal,
na tradução.

Assim, tudo é relativo,
como a interpretação que fazemos
das coisas e das mensagens que nos chegam.

A gratidão sincera é uma linguagem
que ultrapassa as limitações dos idiomas.
Alcança corações, além das fronteiras.

Mas pode esbarrar no orgulho e egoísmo humano.
Trava nas sombras da individualidade da alma.

Sentir e reconhecer gratidão, é uma coisa.
Demonstrá-la, saber e querer externá-la, é outra coisa bem diferente.

Feliz aquele que percebe isto, e nem se importa...
Simplesmente agradece, sinceramente, pelas oportunidades."


Mesdre


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Teimosias


E, tendo refletido e
concordado com Clarice Lispector,
diz o Inspetor da Clareira:


"Em resumo,
vestimos a armadura de nossas fantasias
para enfrentar a crueza da realidade.
Com isto,
temos sido o que não somos,
não tiramos partido do que repartimos,
temos feito o que nem queremos,
simplesmente porque aprendemos,
pelos outros, o que devemos ser,
e duvidamos de aprender, por nós,
o que precisamos ser simplesmente.
Alguns breves lampejos de lucidez
não são suficientes
para quebrar o paradigma,
e trazer a vida de volta
para dentro de nossas vidas...
E nessa loucura seguimos sonhando
entre uma felicidade e outra,
fazendo disto nossa existência."


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Relevo, ferida da terra


A ferida existe
porque a carne sente.
Aferida é a mente
porque insiste...

Um raro arrepio sem pio.
Imagem tem horas?
E má gente, senhoras?

Afinada, adoçada,
diurna melodia
de urna mela o dia.

Como o relevo da Terra,
entre alto e baixo,
onde vale o vale
e monta a ponta,
releva golpes e feridas,
e eleva almas e vidas,
acho que isto encerra
com a questão! (ou não?)



Bônus

Estime altos e baixos em
Eugênia versus Eu mudo
http://mesdre.blogspot.com/2009/03/eugenia-versus-eu-mudo.html



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Lendas e Sendas = lendo pra trás e pra frente


"Se queres prever o futuro,
estuda o passado."


Confúcio


"E, sobretudo, se estudares a História,
não te esqueças do que aprenderes,
pois o presente do Homem demonstra
que ele repete os mesmos erros no Futuro!"


Mesdre


sábado, 13 de agosto de 2011

Farol


Nossa! O que aconteceu? Por que se fechou? O que se passa? Como posso ajudar para que sua chama não se apague? Preciso da sua luz no meu caminho!

Quando você se ofusca, é como um farol sobre o rochedo que deixa de ficar aceso durante a noite. Mesmo nas noites claras de lua cheia, ele avisa que por ali há recifes e bancos de areia, ventos fortes que empurram embarcações contra o penhasco. Enfim, alertam aos navegadores atentos para evitaram o perigo, ou para atraí-los ao bom caminho.

Pessoas assim como você são referência para muitos de nós. Mesmo que eu não me aporte por perto, é mais seguro e tranqüilizador saber que o farol está lá, cumprindo seu papel.

E quem olha de longe, de fora, até imagina, mas nunca pensa ou lembra que no farol habita gente como a gente, que o mantém funcionando para nos ajudar, trocam a lâmpada quando esta queima, abastecem o motor que permite a luz girar e avisar a todos por todos os lados. Faróis contém gente, que têm vida própria e seus problemas pessoais.

E se um dia o farol falhar e não acender, todos sabem xingar, esbravejar, reclamar e lamentar... Quem considera que o faroleiro possa ter morrido ou ficado incapacitado, doente, impedido por incontáveis motivos?

O farol nos faz falta. Ele é nossa referência. Precisamos de referências para nos orientar ou nos dar parâmetros de forma que saibamos o que fazer, como agir e para onde se dirigir. E referências - podem ser boas ou ruins -, são importantes. Mesmo as más referências nos ensinam como não fazer uma próxima vez, se houver oportunidade.


( foto tirada e cedida pelo genial e talentoso tossan, do blog klic tossan )


No Judô, prática marcial regrada para ser competição saudável, onde prevalece muito mais filosofia, disciplina e técnica do que força, o oponente é chamado de Tori, e não de adversário.

Ao Tori sempre reverenciamos e nos curvamos, ao iniciar e ao terminar a luta, quer tenhamos ganhado ou perdido. Porque na derrota devemos reconhecer humildemente seu valor mais competente; e agradecer por nos mostrar onde erramos e onde podemos melhorar. E na vitória lhe damos graças porque sem ele, ela não seria possível; e quanto melhor o Tori, mais grandioso nosso triunfo!

Assim também são as pessoas-faróis que encontramos pela vida. São nossas referências, influências positivas ou negativas para nós, as quais devemos nos ressentir quando nos faltam.

Que sua luz nos ilumine sempre nossos caminhos, você, querido "farol"!



Feliz Dia dos Pais!


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O fim do mundo perdido


"Aonde vai parar este mundo?
Se esta é a questão que incomoda,
quando tudo desanda, lembre-se que
a Terra não pára, ela gira e assim seguirá...
a gente pára antes!
A morte encerra e, com sorte,
algum forte enterra."


Mesdre

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Duas festas em uma ou nenhuma


Salão aberto. Preparativos começam. Gente chegando e se acomodando. Todos parentes.

O som personalizado do telefone toca, avisando a chegada de nova mensagem de texto.
A tia, dona do celular, procura-o ansiosa, pois aguardava notícias de seu namorado.
O celular estava nas mãos do sobrinho, que jogava algum game disponível ou navegava pela internet.
A mensagem que chega estampa na tela, e o rapazinho inocentemente se levanta e leva o telefone à tia, já prontamente anunciando a mensagem:
- Ele diz que não poderá vir!
Ela, ou decepcionada ou nervosa, arranca-lhe o aparelho da mão e dá uma bronca pública, que ela não o havia autorizado a isto:
- Nunca mais faça isto! Eu não deixei você pegar...
Na verdade, sempre que possivel ele pedia e ela cedia o celular para ele explorar e brincar... nunca falou em restrições...
Neste dia, certo que houve alguma liberalidade, mas a regra era outra, mas ninguém estava avisado.
O clima ficou tenso...
O contrangimento de se ler uma mensagem pessoal, mesmo que nada revelador, em voz alta, era uma pequena afronta.
A mãe, num canto, se ressentiu também da aspereza inédita da irmã para com seu filho.
No ar, a bronca ao jovem parecia mais uma indireta à mãe, que "evidentemente" não dava a devida educação ao seu filho.
Foi só um deslize, um vacilo, que incomodou, porque no fundo era um rapaz muito bom e atencioso.
Mas era dia de festa, tudo ficou por isto mesmo. Ou quase.

O almoço iria ser servido, e durante a distribuição pela mesa dos apetrechos de pratos, copos e talheres descartáveis, vem outra pergunta inocente...
A tia quer saber:
- Avisou nosso irmão?
- Sim, respondeu a mãe.
- E ele vem?, insistiu a tia.
- Não sei, respondeu sinceramente a mãe... como poderia saber, o que ele faria, que imprevistos teria?
- Como assim: não sabe?, indignou-se a tia, elevando o tom da voz.
- Não sei, repetiu a mãe, procurando manter a calma e na defensiva, como uma leoa já ferida (e mordida pela bronca indireta em seu filho e "escandalosamente" pública)...
- Como eu iria saber? Eu não sei.
- Nossa! Não precisa ficar responder assim, nervosa! O que você tem?, ainda mais alto, para que todos presentes ouvissem e se envolvessem também.
Daí o marido intervém, vendo que a cunhada não iria aceitar aquela resposta como possível.
- Ela não pode saber, porque fui EU que falei com ele! Eu avisei-lhe do almoço e ele respondeu: 'Tá bom'. Foi o que contei a ela, exatamente isto. Não sabemos se ele virá ou não, esperamos que sim.
Ela percebe que não obterá a resposta que queria (confirmado, sim ou não?), e sem graça com a situação e as faíscas no ar, deixa escapar:
- Desculpas, por achar que ela é quem tinha falado com ele. Eu não sabia....
Mas daí o caldo já havia entornado.
A mulher se retira imediatamente da sala, enquanto as coisas ao seu alcance ainda estão inteiras.
O marido a segue, para levá-la de volta à casa, para ver se relaxa um pouco.
Os que ficaram para trás, ficam sem entender muito bem o que havia se passado.

O fato é que nunca se sabe exatamente o que se passa no íntimo de cada pessoa.
A falta de imaginação, de reconhecimento e de se colocar na pele do outro, leva a distorções da percepção.
Quando os nervos estão exaltados, tudo se exacerba.
Um copo nunca transborda por causa da última gota, mas porque chegou a ficar cheio!
O ápice da desavença já vinha acumulando detalhes menores que serviram de ingredientes para eclodir naquela hora.
Numa festa que não era para acontecer.
Um dos aniversariantes nem queria a festa, nem chegou a ser consultado; queria viajar, ia ser bom para a família.
Imprevistos obrigaram a cancelar a viagem, e tiveram que ficar na cidade naquele final de semana.
E ao saber disto, a tia logo inventa de "organizar" a festa que esta queria, mas que não haveria se fosse só para um aniversariante.
Em vez de fazer tudo, pensar no cardápio, chamar as pessoas e confirmar a presença, etc, cedeu o salão e ofereceu para repartir o (custo do) bolo.
O trabalhão maior, de pensar no que fazer, de fazer as compras do que faltava, de ficar até tarde cozinhando, além de todas as outras coisas por fazer, preparando um almoço, sobrou justamente para quem não queria se ocupar disto desta vez. Sempre sobrava pra ela. Ninguém fazia por ela.
Mesmo assim, fez. Porque afinal, o marido era dela e a mãe também.
Ele reconhecia esta sobrecarga, concordava com esta percepção, não queria a festa, também queria viajar, não puderam.
Insistiu para ela dizer não e não.
Mas o segundo argumento era forte demais para ser perdoável pelo resto da família: sua mãe!
O problema é que a mãe era das duas, e o trabalho ficou para quem não tinha planejado isto, enquanto quem queria ficou com a parte "mais fácil": cobrar. Isto é combustível suficiente para um estopim, quando juntam tantos outros fatores externos e variáveis fora deste contexto.

Mas isto, este drama interno, só sente que o vive.
Para quem vê de fora, as pequenas e mínimas pontas aparentes escondem o bloco maior do iceberg submerso.
Titanic afundou assim... Batendo de frente, ou quase, com um iceberg: o gigante gelado que acorda e "explode" desencadeando eventos.
E por ignorar o perigo, todos afundam juntos.
Resta prosseguir com a festa, e cantar os parabéns...
Porque a superfície calma e turva esconde os monstros submarinos que habitam nosso mar interior.
Melhor é navegar em silêncio, para não provocar mais ainda os humores inflamáveis, como as velas do bolo.
E cantar seguro, que ajuda a espantar os males.

Então:
Parabéns pra você, nesta data, querida!
Feliz ano novo!
Todo dia é dia de celebrar, com ou sem festas.



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