sábado, 22 de maio de 2010

Presentes da vida


"A vida nos oferece por vezes
pão embrulhado em papel brilhante,
e brilhantes em papel de pão."


Mesdre


É do ser humano julgar presentes pelo seu tamanho, ou pelo papel que os embrulha.
Raramente pelo fato de ter sido presenteado, ou tampouco pelo seu conteúdo.
E mesmo assim, às vezes estes dois aspectos, ato e objeto, se interferem e ofuscam um ao outro.

Por exemplo, a empolgação de receber algo inesperado (e em alguns casos, de quem menos se espera), pode ser demolida ao perceber que o regalo nada tinha de interessante.
Ou então, a frustração por não ter recebido o pretendido agrado com a festa e simbolismo desejado, pode causar remorso ao se deparar com a revelação de seu conteúdo, de um significado sem par.

Assim é a natureza humana, sempre insatisfeita com o que tem, sempre buscando ser o que não é.
Se por um lado nos torna vilões, por outro é o que faz a humanidade avançar heroicamente!


4 comentários:

Mari disse...

Geralmente na euforia de receber o presente...nos empolgamos tanto que esquecemos..não da decepção ou da alegria do conteúdo, mas sim da euforia e do carinho de quem nos presenteou.
O que vale de verdade é conseguir enxergar a emoção da pessoa que nos deu o presente...e retribuir o carinho na mesma proporção.
Estás filosofando hein?
bjs

tossan® disse...

Presente é de quem recebe e não o que recebe, mas se quizeres me ofertar uma garrafa de Dão desembrulhada mesmo, eu vou abrir um sorriso de orelha a orelha viu? Abraço

Andre Martin disse...


Tossan:


Sim, a alegria de quem dá pode ser mesmo um verdadeiro presente. Foi o que ficou subentendido com "o pretendido agrado", ou seja a intenção de agradar de quem presenteia.

Agora, "dão" vem com essa conversa gratuita de quem quer ganhar, que pra mim você está querendo embromar e me enrolar, em vez de querer ver desembrulhado um sorridente Dão de minha parte. rs

Andre Martin disse...


Mari:


Tudo verdade o que você disse!

Só não custa lembrar que vivemos tempos de rituais sociais, em que muitas vezes presentes são menos um impulso expontâneo, e muito mais um formalismo proforme, onde quem dá não coloca a emoção nem na escolha nem no ato, apenas cumpre o ritual...
Então, não vale a pena penalizarmo-nos por não enxergar emoção naquele que presenteia, na maioria das circunstâncias atuais. Talvez valha mais a pena olhar com algum senso crítico aos tais rituais sociais.
Humm, agora sim acho que filosofei. rsrs

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